Batendo perna!

Batendo perna!
E arruma mala/desfaz mala/arruma mala/desfaz mala...

Blog destinado a tecer comentários sobre locais, fora da residência habitual, conhecidos pelo autor em suas viagens, a serviço e a passeio, citando as principais atrações e belezas de cada cidade, bem como os elos que o prenderam a algumas.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

viagens-madeira-comentários(A Europa)


Berna


A Europa, pelo menos para mim é, após o Brasil, o lugar mais fascinante de se conhecer, passear. O porque é ser a base histórica de nossa cultura, em especial, é óbvio, os países de origem latina. Lá estive, em alguns países várias vezes, com dominância nos latinos, pois afinal há a língua, mais fácil de ser entendida, a alimentação, nossa conhecida, e os costumes parecidos, todos atrativos fortes. Fora estes conheci a Áustria, baseado em Viena, cidade das valsas, onde vi espetáculos de valsas vienenses lindas, e as cidades de Salzburgo, Graz e Innsbruck, toda a região do Tirol que nos deu, aqui no Espírito Santo, tantos imigrantes. A Áustria é como sua irmã gêmea, a Alemanha, onde estive apenas em Frankfurt, sumamente organizada, rodando redondinha em tudo, horários, respeito aos direitos dos outros, enfim no todo essencial. A Suiça, desde Berna, capital, aos quatro cantões nos mostra um país multifacetado, conforme a cultura de cada um deles. A organização alemã(Berna) e a alegria/esculhambação italiana ficam claras em um simples passeio pelos lagos suiços, onde se passa por esses dois cantões. Zurich, Lucern, Lugano, Bellinzona, Lausanne, Genebra, todas lindas e especiais como o país. Uma passada pelos pequenos República de San Marino, encravada na Itália, Liechtenstein, um principado entre a Suiça e a Áustria, Luxemburgo, entre a Bélgica e a Alemanha, Andorra, entre a França e a Espanha, sob soberania dos dois, todos no centro europeu, montanhosos e atrações turísticas face ao seu diminuto tamanho e ao desconhecimento geográfico que se tem deles.


Praga


A República Tcheca tem em sua capital, Praga, uma das cidades mais lindas da Europa Central, denominada, com justiça, a "Paris do Leste", e que é imperdível. A Eslováquia, capital Bratislava, resultado do desmembramento da antiga Tchecoeslováquia e a Hungria, capital Budapeste, cidade dividida pelo rio Danúbio em duas, Buda (mais antiga) e Peste (mais moderna), que juntas formam a capital magiar, que é linda e com muita história dos grandes líderes bárbaros, que de lá se originaram ou lá se estabeleceram após suas incursões, como Átila, rei dos Hunos. Os Países Baixos, como é chamada a Holanda, que tem Amsterdam, a verdadeira capital e principal cidade do país, é sui-generis tanto nos costumes quanto geograficamente. Com mais de em quarto de suas terras abaixo do nível do mar, é baseada em um complexo sistema de diques (dam, em holandês, daí tudo lá ter dam no final dos nomes das localidades), muitos cataventos, para captar energia eólica e que substituem os moinhos de vento, hoje apenas atrações turísticas, com restaurantes ou lojas de artesanato funcionando neles, é diferente de qualquer outro lugar no mundo. Outros costumes interessantes são as casas-barco, ancoradas nos rios que a cortam, que são residências, os bares liberados para o uso de drogas, (lá liberado mas controlado, com os viciados das drogas pesadas identificados e recebendo-as com receituário nas farmácias governamentais), normalmente indicados por terem nas janelas luzes vermelhas, a grande produção de jóias e o famoso "bairro rojo" (bairro vermelho), onde a prostituição é exercida com controle do Estado, ou seja, acompanhamento médico e pagamento de impostos. As mulheres ficam se expondo em pequenas saletas envidraçadas, viradas para a rua, e o cliente, encantando-se com o produto, identifica a casa pela campainha e pelo interfone negocia o acesso e o preço; tudo acertado, a profissional fecha a cortina da vitrine e vai ao trabalho. Outra marca são as bicicletas em número incomensurável, milhares e milhares nas horas do rush, quase, em se comparando, não existindo no centro das cidades os carros.


Amsterdam


Roterdam, um dos maiores portos do mundo, Haia, capital administrativa e Utrecht, onde foi assinadao o famoso tratado de paz, local de uma das capitulações de Napoleão, são lugares para se visitar. A vizinha Bélgica é outro país europeu multifacetado, com três línguas oficiais, francês, alemão e flamengo. Bruxelas, capital, é muito bonita e agradável, com excelente culinária. Bruges, uma cidadezinha próxima, é das mais lindas que conheci, pois mantém a estrutura de suas origens, parecendo uma cidade da idade média, pacata, agradável, histórica. Lá almocei em um restaurante construído no ano trezentos e pouco. Gent, Antuérpia, principal porto, foram visitadas e valeu a pena. A França, Itália e Espanha já nos remetem a nossos costumes, já se falando alto, havendo um brilho diferente no olhar, mulheres mais de nosso tipo, culinária conhecida, apenas com muitas e muitas atrações históricas, na arquitetura e na pintura, com construções e museus maravilhosos. Nelas estive dezenas de vezes e cada vez mais e mais coisas conheci, e por elas me apaixonei.


Paris


Paris é indescritível, só indo lá. Impossível dizer o que é mais bonito, mais indelével: um passeio pelo rio Sena, no bateau mouche? Subir a torre Eiffel? Visitar o Louvre? Subir o Arco do Triunfo? Passear nos Campos Elíseos? Assistir um show noturno no Moulin Rouge ou em qualquer outro, de qualquer nível? Passear em Montmartre? Como diz a propaganda, isso não tem preço. E o interior? Cada cidade mais bela e típica, mas a Coté d´Azur não dá pra descrever. Nice, Mônaco (principado encravado ali), Saint-Tropez, que águas lindas (já as praias...), que ar especial, cheias de gente rica e bonita, são um desbunde total. À frente o porto de Marselha, Nimes e Montpellier. Na outra direção a bota italiana. PQP!, a costa amalfitana, não dá também pra descrever: um passeio de barco na baia de Salerno, uma entrada no Grutta Azzuri, uma subida a Capri e a Anacapri, isso tudo não tem preço. Nápoles, febril, e uma passada por Pompéia pra ver suas ruínas e emocionar-se, e depois Roma, cidade eterna, com o Vaticano gigantesco, são monumentos impressionantes e com sorte estar lá, como estive, em um dia de benção papal, inesquecível. Pisa, com a inefável foto, fingindo que está segurando a torre inclinada; Assis, com a história católica de São Francisco e Santa Clara (irmão sol e irmã lua) e sua bela catedral; Florença, maravilha arquitetônica, capital das artes na Itália; Milão, capital industrial; Gênova, principal porto do Mediterrâneo; Pádua, onde Santo Antônio de Lisboa fez sua carreira santa, e principalmente Veneza - não existe nada similar no planeta, pois lá tudo respira amor, romantismo, alegria de estar em um local único, diferenciado, com um passeio de gôndola e um cantor italiano cantando o amor.



A Espanha, fechando o circuito latino (Portugal será à parte), também é empolgante. Madri é uma loucura de movimentação, salvo, como em toda ela, o horário da "siesta", quando fecham tudo e vão para a soneca de depois do almoço. Em compensação, depois o comércio vai até as dez/onze horas da noite. Shows flamengos lindos, comida maravilhosa, lanches com jamon (presunto cru) de estrunchar, passeios próximos espetaculares, como El Escorial e a cidade medieval de Toledo, maravilha antiga conservada. O interior espanhol, com a diversificação étnica existente, é sensacional. Barcelona, modernizada para as Olímpíadas, mediterrânea, muito movimentada; Zaragoza, Valência, Múrcia, Almeria, Málaga (acesso à travessia do estreito de Gibraltar), Sevilha, já no Atlântico, Granada, Córdoba, Badajoz, em todas estive e encantei-me com suas construções históricas e seus costumes mais de uma vez, pois para os países de origem comum, latina, oriento a tirar a carteira de permissão internacional de condução de veículos e fazer todo o interior de carro alugado, como fiz várias vezes, pois o interior é muito mais rico de belezas e diferente das capitais. Para encerrar a Europa, estive em Londres, fria, metódica, organizada, cinzenta, tradicionalista, algo especial pra se ver, mas que, pelo menos a mim, não seduziu nas duas vezes que lá estive. Estes são os locais que visitei, alguns várias vezes, Cinco Estrelas, em especial os que são originariamente latinos. Madeira


Toledo

sábado, 20 de setembro de 2008

viagens-madeira-comentários(A Ásia)


Bangkok


Continente diferente, muito diferente, com uma multidiversificação de raças e costumes impressionantes. Vamos ao que visitei e analisei. De início o Japão, onde fiquei cerca de quinze dias: Tóquio, megalópole, com ordem, trânsito aparentemente bagunçado para nós, pois a mão de direção é inglesa, ou seja, pelo lado contrário ao do resto do mundo. O japonês é muito sério nos negócios, cumpridor de horários, respeitador de compromissos. Hotéis maravilhosos, suntuosos, restaurantes cosmoplitas, costumes ocidentais absorvidos, mas com a manutenção dos deles. Tem uma avenida que é a mais movimentada do mundo e a mais feérica, que é a Guinza. No interior estive em Kioto, onde foi o congresso da Interpol, uma cidade moderna e de muita atividade comercial e industrial, Nara (com um famoso parque, onde animais dóceis passeiam junto às pessoas) e Osaka, mais tranqüilas, e conheci as famosas Hiroshima e Nagasaki, que ainda guardam, como libelos, marcas, hoje históricas, dos bombardeios americanos. Um dos costumes que encontrei foi o dos banhos de piscina coletivos, onde todos banham-se nus, dos avós aos netinhos, sem quaisquer constrangimentos. Os templos, denominados pagodes, e os Budas gigantescos são espetáculos a parte. O tal de trem-bala é espetacular, rápido e silencioso. A Tailândia é linda, diferente, com rios que servem de escoamento para a produção rural deles, e que desembocam em verdadeiros mercados aquáticos ao ar livre. Muito musicais, com belos shows e espetáculos com animais, em especial com elefantes domados. Bangkok é muito bonita e moderna, e a tailandesa dessa região é a mais bonita mulher, a única que não é uma tábua. A seguir, a India. Nova Déli e Agra são modernas e já totalmente diferentes em tudo das anteriores, desde os tipos físicos aos costumes. A quantidade de animais sagrados e respeitados por eles é incrível, em especial vacas e macacos estão por toda parte e ninguém se preocupa ou os assusta, pelo contrário, espera-os passar e fazer o que quiserem. O Taj-Majal é lindo. O Paquistão já é bem muçulmano, tanto fisicamente como na forma de pensar e agir. Karachi é uma cidade normal, sem maiores atrativos. Muito religiosos, nos dão sempre, pelo rigor do Islã, uma aparência de atraso. Líbano, Beirute, onde estive antes de ser destruída, era pelo desenvolvimento denominada a París do Oriente, cidade de muita atividade comercial, vocação deles, como se não fossem descendentes dos primeiros grandes comerciantes do mundo, os fenícios. Com forte lembrança francesa, utilizam inclusive muito o francês nas comunicações e são na maioria católicos, no que se refere à religião. A Síria, Damasco, capital, já bem muçulmana e radical, é uma cidade típica do Islã, e entre as duas, Beirute e Damasco, temos o vale de Balbek, com ruínas antigas e um espetáculo histórico lindo, de danças bem regionais, inclusive a dos sete véus. Isto é o que conheço da Ásia, Cinco Estrelas, infelizmente mergulhada em conflitos étnicos complicados e eternos. Madeira


Beirute

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

viagens-madeira-comentários(A África)


Marrocos


O denominado continente negro teve minha visita em momentos diferentes. Da primeira vez estive de passagem com meus pais, em Dakar, capital do Senegal, e em outra em Monróvia, capital da Libéria. Essa África Negra nas capitais tem, apesar das características regionais, cidades desenvolvidas, com belos edifícios, nada que se pense de locais selvagens ou atrasados, o que, como no nosso nordeste, só existe no interior, nunca nas capitais. O que estranhamos são os costumes locais, das roupas exóticas, ainda usadas por muitos, à alimentação, mas principalmente as músicas e danças e o alarido, pois falam muito alto e ao mesmo tempo. Já a África muçulmana conheci muito bem porque passei quinze dias varrendo Marrocos, em uma excursão muito bem organizada por uma empresa espanhola, a Juliá Tours, e é algo sensacional, lindo, diferente, apaixonante, com suas cidades antigas dentro de grandes muralhas, algumas com casas construídas dentro de verdadeiros buracos, e figuras típicas só encontradas lá, como os vendedores de água e os encantadores de serpentes, da naja, única que se presta a tanto. Os tocadores de burricos carregados de tralhas e os vendedores também são marcantes. Imaginem que lá é proibida a compra de qualquer coisa sem haver uma barganha demorada, com preços distantes, até as duas partes, vendedor e comprador, chegarem ao meio, a um preço comum, isto tudo sentados no chão em um tapete, e tomando um chá local ruim paca. Se você tentar aceitar o preço dito da compra o vendedor se sente ofendido e vai embora para o interior da loja, não te vende mais nada. É tão diferenciado de nós que só é permitido você fazer turismo naquelas regíões com guia local. Outro fato marcante foi a visita aos locais onde defumam o couro dos camelos e de outros animais regionais, pois ainda o fazem em locais milenares, ao ar livre, com o auxílio da natureza e um fedor imenso, incrível, que obriga todos que vão conhecer esses locais a receber e usar, colados ao nariz, molhos de hortelã.Lá tive a ocasião de ver e depois de participar de uma dança do ventre,pois após,como bom turista fui tirado para dançar por uma bailarina e ela inclusive fez me deitar no tapete onde dançava e deitou em cima,para gaudio de Terezinha,que me gozou muito,principalmente pelos pés rachados dela.Também marcante é a religiosidade deles, com orações a cada seis horas a partir das seis horas da manhã, ou seja, ao clarear o dia, ao meio-dia e às seis horas da tarde, quando todos têm de se virar para Meca, prostrando-se e orando aos gritos, aos lamentos, mas antes tendo de lavar as extremidades do corpo, pés e mãos. Estejam onde estiverem, fazendo o que quer que seja, todo mundo tem de fazê-lo e nós, estrangeiros, ficamos quietos, em posição respeitosa. Fomos e voltamos ao Marrocos atravessando o Estreito de Gibraltar em uma balsa imensa, carregada de gente, animais, carros, caminhões e ônibus, já em uma balbúrdia terrível mas com uma vista linda, que incluiu a visão da terrível penitenciária de Alcatraz. Marrocos é o centro mais adiantado do mundo em cirurgia plástica, e em especial na troca de sexo, com cirurgiões locais e europeus, em especial franceses, que lá estiveram como colonizadores e deixaram várias heranças culturais, entre tantas a língua, que lá é falada além dos dialetos locais. Lá estivemos sempre hospedados em hotéis de alto luxo; Fez, Tanger, Rabat, cidades mais tradicionais, e nas cosmopolitas Casablanca, onde conhecemos os locais onde foi filmado "Casablanca" com Bogart e Ingrid Bergman, incluindo o bar e o piano imortalizados no filme, e Marrakech, chegando a Agadir, onde vimos os beduínos e suas caravanas (não vimos o sheique de Agadir...). Aliás, os beduínos, nômades que residem no deserto do Saara, usam aqueles turbantes imensos na cabeça por serem os mesmos a proteção para o sol, e para o frio do deserto à noite, quando cobrem-se com eles, e principalmente como caixão, pois quando morrem são enrolados neles e assim enterrados. Marrocos foi um show de conhecimento e de cultura, e é um país muito organizado e que roda muito bem. Ao lado da África estive em cruzeiros marítimos em dois conjuntos de ilhas, muito belos, um de domínio português, a ilha da Madeira e Funchal, e outro espanhol, as Ilhas Canárias. A África, dentro do que conheci, é Cinco Estrelas, em especial o Marrocos. Madeira


Marrocos novamente

terça-feira, 16 de setembro de 2008

viagens-madeira-comentários(o Canadá)


Chateau Frontenac, Quebec


O Canadá, onde estive com Terezinha e o Caio (e ele pode complementar com seus comentários o que vou escrever) é um país impressionante, que até 2004 foi no mundo aquele com o melhor IDH; é bem diferenciado, como os USA, por ter regiões voltadas para o Atlântico e para o Pacífico, e pelas colonizações inglesa e francesa, nele bem separadas, inclusive com estas últimas possuindo o sonho separatista. País adiantadíssimo, com elevado número de imigrantes, todos integrados ao modo de vida canadense, baseado em muito respeito e trabalho e de uma honestidade marcante. Conhecemos o lado leste, entrando por Toronto, uma pequena Nova Iorque, língua inglesa, cosmopolita, de grandes avenidas, à beira do lago Ontário, que serve de fronteira com os USA e tem Nyagara Falls, que quer disputar com a nossa Foz do Iguaçu o título de maior queda de água do mundo - mas não dá nem pra saída, sem patriotismo. Depois, durante cerca de dez dias, rodamos o lado francês, passando antes e nos hospedando em Ottawa; Montreal e Quebec, como as outras que visitamos, são limpas, organizadas e, face ao frio na região, que tem temperaturas que podem chegar a 40 graus abaixo de zero, possui sensacionais ruas subterrâneas, apenas para pedestres e pequenas viaturas elétricas de prestação de serviços públicos; enfim, toda uma cidade pulsando abaixo do asfalto: restaurantes, lojas e até parque de diversões com temperatura normal. Interessante é que tudo que existe à flor da terra se comunica com essas ruas abaixo, que têm saídas em todas as lojas para lá, para pontos de ônibus e táxi, uma ligação perfeita entre o nível das ruas e as ruas subterrâneas. No aspecto de cidadadania, de atendimento ao cidadão, de organização urbana, não conheci nada parecido com o Canadá. Tudo funciona e bem, e com muito respeito às pesssoas. O Canadá é Cinco Estrelas - mesmo. Madeira


Toronto

viagens-madeira-comentários(Os USA)



Pela América Central passei muito rapidamente, o tempo de uma conexão por Panamá City e México City. Nesta pude observar apenas um povo bonachão, alegre, festeiro, musical, lento (os baianos locais) e uma cidade de arquitetura de idéia da Europa Medieval, fruto da ocupação espanhola. Já os USA, onde morei por quatro meses, três em Washington e um em New York, ocasião em que nos finais de semana rodava em volta, é um gigante organizado, montado para ser líder mundial por muitos e muitos anos. Washington é a própria cidade-capital, com tudo pronto e quadradinho, voltada para dirigir o país. New York é cosmopolita, uma metrópole impressionante, dona de restaurantes e hotéis excelentes, de altíssimo nível, onde tudo se encontra e nada falta. Brasileiros lá são como moscas, em todo lugar você encontra, e sempre na área de prestação de serviços. À noite, a Broadway, o Radio City, o centro da Big Apple é uma vida noturna só, movimentada, com todos os espetáculos teatrais da atualidade em lançamento. Na ocasião tive oportunidade de ir a Flórida, Tampa Bay e Miami, onde estive outras vezes, hospedando-me sempre em Miami Beach e freqüentando a Disneyworld, o maior e o melhor parque de diversões do universo. Miami é um cadinho de étnico, onde um espanhol misturado é falado, sendo que em alguns bairros parece, até pela bagunça, que se está em um país da América Latina. De outra feita estive em Atlanta/Georgia, maior produtora do mundo de amendoim, terra do ex-presidente Jimmy Carter, sede da Coca-Cola e de outras grandes empresas, e que por isso tem o aeroporto com maior número de vôos do planeta. Na costa oeste, na Califórnia, estive em San Francisco, terra do jazz e do soul, com grandes avenidas de subidas e descidas e uns bondinhos lindos; em Los Angeles, monumental, fui à primeira Disney construída, a Disneyland, com um estacionamento de quinze mil carros só para os funcionários; à Long Beach, onde se realizavam os grandiosos concursos de Miss Universo na década de sessenta, uma cidade praiana, de praias bem feínhas; e ao máximo dos máximos, Hollywood, onde hospedei-me e visitei os grandes estúdios cinematográficos, a calçada da fama e Bervely Hills. Resumindo: os Estados Unidos são extremamente diversificados, face aos vários povos e religiões que lá estiveram e os desenvolveram, com regiões, com isto, de costumes diferentes, musicalidade diferenciada, climas opostos, idéias políticas contrapostas, coalhado de imigrantes, grande parte irregular. Impressionam, marcam, fazem com que após os entendermos - e isso só morando lá e conversando muito com eles - passemos a admirá-los e respeitá-los, até invejando-os pela unidade que tem, apesar de multifacetados culturalmente. Respeitam totalmente o direito das pessoas, de qualquer origem, até o momento em que as leis sejam desrespeitadas, quando então impõem com severidade a força do Estado. São até bem arrogantes, nariz em pé, mas se andares na linha, dentro dos padrões deles, não haverá qualquer problema. Não suporto a alimentação deles, adocicada, cheia de molhos, mas o senso de limite nas relações, de organização diuturna, faz com que eu seja fã dos ianques. Por fim, estive uma semana no Havaí, em Honolulu, hospedado em hotel à beira-mar, em Waikiki Beach, lugar de uma beleza impressionante, de praias de dia e de luaus musicais gostosos à noite, de gente festeira, alegre, e um dos locais que rivalizam com o nosso Brasil em beleza geográfica que conheci. Os USA são Cinco Estrelas e, tirando a alimentação e a arrogância deles, sentida já no aeroporto, onde a imigração é seca e grossa, são imperdíveis. Madeira

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

viagens-madeira-comentários(Caribe)



Caribe: tive ocasião de a partir de Aruba fazer um cruzeiro marítimo de quinze dias pelo mar do Caribe. O navio da Seawindcrown era de bandeira portuguesa, com tripulação em grande parte lusa, e chamava-se "Vasco da Gama". Foram dias maravilhosos em um mar belíssimo, de cores que variavam conforme a hora do dia, de um verde cristalino a um azul celeste, ambos transparentes e límpidos; enfim, uma beleza impressionante. O ponto de partida foi Aruba, uma ilha autônoma do reino da Holanda, linda, tranqüila, com hoteis magníficos, cassinos e o maior entreposto de jóias finas que vi na vida. Interessante em Aruba é que o vento sopra sempre na mesma direção, e assim as árvores são todas meio tombadas e da mesma forma, no mesmo sentido. De lá passamos, e sempre com um dia de estada, por várias outras ilhas, todas de praias muito acolhedoras e de águas quentes e lindas, de colonizações diferentes, nas quais estive nas capitais e que foram, respectivamente, Trinidad e Tobago, capital Port of Spain, próxima da Venezuela, de língua inglesa e montanhosa, dedicada à extração de petróleo; Granada, capital Saint George, pertencente a comunidade britânica, muito quente, com grandes mercados de venda de especiarias e muito turismo; Barbados, capital Bridgetown, também pertencente à comunidade britânica, a maior de todas e mais movimentada, com muito turismo, principalmente de americanos do norte; São Vicente e Granadinas, Kingston, capital, comunidade britânica, como a maioria dessas ilhas das denominadas pequenas antilhas (obra dos corsários a serviço da Inglaterra), terra do melhor rum antilhano; Santa Lucia, comunidade britânica, onde, no entanto, existe também uma forte presença francesa, língua tambem falada lá, onde fomos levados aos locais em que foram filmados "Lagoa Azul" (uma pequena e bela enseada, de cor azul ofuscante) e "Superman" (o primeiro da série); Martinica, de origem francesa, capital Fort de France; Antígua e Barbuda, Saint John, capital, comunidade britânica, onde se fabrica, segundo eles, o melhor rum do Caribe; Saint Martin, ilhota de influência francesa e holandesa; e, por fim, a de que mais gostei Curaçao, capital Willemstad, de origem holandesa, acessível por um canal com uma ponte elevadiça e que tem a capital dividida pelo mesmo, o lado em frente é chamado de Outreband (outro lado), e que tem um turismo muito forte, com as casas pintadas de tudo que é cor, dando uma aparência fantástica à cidade e com aqueles licores de todas as cores e todos os gostos possíveis (mas o de cacau é o mais gostoso). Resumindo, fora a colonização, que conhece-se logo ao desembarcar pela língua falada, e que é inglesa, francesa ou holandesa, as desta origem são as mais adiantadas e organizadas, todas iguais, com o mesmo tipo físico, crioulo, alto, esguio, vestido com roupas de cores berrantes, com variados dialetos (fora dos centros só falam a língua nativa), muita beleza natural, regiões montanhosas, com pratos de temperos fortes e esquisitos e bebidas típicas, um muito bom atendimento ao turista, com muita música e macumba (religiões tipo afro) e um mar belíssimo e cálido. Vale Cinco Estrelas. Madeira

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

viagens-madeira-comentários(A América do Sul)


A cosmopolita metrópole de Buenos Aires


Já estive em vários países da América do Sul, alguns, limítrofes e mais adiantados, várias vezes. A Argentina, com seus altos e baixos econômicos e políticos é atraente e imperdível. Apesar de temores e do nariz empinado nos tratam bem, e de fato, pela origem latina, têm muita coisa em comum, como verdadeiros "hermanos". Alimentação farta, muita diversão, bares excelentes, preços convidativos, clima gostoso, futebol apaixonante (muito mais disputado e sério que o nosso e só a camisa pode explicar termos mais mundiais que eles); enfim, é muito bom ir à terra deles. Buenos Aires, a Paris das Américas, em especial, é uma delícia de cidade, cosmopolita, alegre, grandiosa, prazerosa, com passeios e compras na rua Florida e adjacências, um almoço no rei das papas fritas, uma esticada a qualquer casa de tangos (gosto mais do El Viejo Almacen e da Esquina Carlos Gardel), uma noitada no Puerto Madero, local que foi transformado de cais do porto em atração da noite com muita música, alegria e bares acolhedores, é imperdível, pois transforma mesmo a noite em uma criança. Bariloche, centro turístico de excelência, com muitos passeios bonitos e muito local para esquiar no inverno, é também entrada para os lagos andinos, um passeio divino, pois nos faz sentir perto da natureza terrena, presente DELE. Mar del Plata, outra cidade que visitei, é um bom passeio. Atravessar o Rio da Prata em um aliscafo(lancha de porte, mas veloz) e chegar à Montevidéu, cidade muito mais tranqüila, bem circunspecta, de casarios antigos muito bonitos, com os motoristas de táxi dos mais velozes e doidos, é atraente. Come-se muito bem e barato, e visitam-se museus com belas histórias; a partir dela (ou de navio, como fui quatro vezes) tem-se Punta del Este, um balneário lindíssimo, moderno, funcional, que conhece-se bem alugando uma bicicleta, com restaurantes de categoria, suas focas e leões marinhos preguiçosos, dois tipos de praia diferentes, uma de rio e outra de mar e um hotel-cassino, o Conrad, imponente e caro; enfim, tornam-na agradabilíssima de se estar. Esse par de países é Cinco Estrelas, e para se ir com tempo e retornar.


Punta del Este: inebriante


No Paraguai, Assunción é de contrastes, como as demais capitais da América Latina em geral: áreas de belas casas e muita riqueza, fruto das oligarquias dominantes, e áreas de uma pobreza imensa. Vale apenas pelos shows típicos, com uma música indígena triste mas gostosa de ser ouvida, e para se conhecer o seu povo, povo que, apesar de alguns políticos imbecis tentarem colocar o Brasil como um Império do Mal, nos trata muito bem. Fora Assunción e seu cassino (para quem gosta), na estrada que liga à Foz do Iguaçu temos o lago nada azul de Ypacaraí - nada demais. Subindo estive no Peru, em Lima, mesmo padrão de capital, com um shopping ao ar livre, encravado na montanha e de frente para o oceano pacífico; capital seca, com baixíssimo índice pluviométrico mas de jardins lindos e bem tratados. Mas o ponto alto do Peru é a região de Cuzco, capital do Império Inca, com belíssimas obras deles e seu ar rarefeito, onde eu e o Caio tomamos o chá de coca, que de fato ajuda a respirar, e comemos frango até cansar, pois é o alimento indicado para não passar mal. Subindo de trem, em um passeio fantástico, de metade do dia, temos Machu Pichu, onde nos hospedamos no vilarejo ao lado da cidade. Indescritível, inacreditável encontrar, em um lugar tão distante de tudo, e em uma altura vertiginosa, construções magnificamente edificadas, resistentes, organizadas e de todo tipo, ou seja, das residenciais e científicas aos templos e prédios públicos. Lindo, diferente, emocionante: assim é Machu Pichu.


Cuzco: de tirar o fôlego (mesmo)


No Chile, Santiago, sua capital, mostra toda a pujança de um povo trabalhador e sério como o chileno. De todos os países das Américas é o mais organizado, tudo funciona certinho. Povo respeitador, que chega a ser quadradinho - como chamamos os caxias -: assim é o chileno. Cidade limpa, funcional, com excelentes hotéis e restaurantes e magníficos shows, principalmente os ligados aos costumes da Ilha de Páscoa. Visitar as caves e as adegas chilenas é parte importante, e comprar alguma lembrança para casa ou uma jóia da pedra local, o lapizazzuli, é necessário por sua tipicidade.


Chile


Viña Del Mar e Valparaíso, que se misturam pois são coladas, fazem parte de um belo passeio pelo litoral do oceano pacífico. A entrada dos lagos andinos pelo lado chileno é mais bonita que por Bariloche, com suas neves eternas e estações de esqui maravilhosas, como as de El Valle Nevado e Portilho, onde estive mas não tive peito para esquiar.


Santiago do Chile: imponência natural e humana


Para completar meus passeios pela América do Sul é impressionante o cruzeiro marítimo (fiz no navio maior, o Australis) que sai de Ushuaia, na Patagônia argentina, denominada o fim do mundo, e vai até o último ponto, habitado por um oficial da marinha chilena e sua família, em um farol insular, de frente para a calota polar, a Antártida. Junto com os lagos andinos é o outro lugar onde sente-se a natureza em toda a sua plenitude, e o conjunto da obra divina. Impossível descrever o sentimento de cruzar com amplos campos de gelo, com icebergs gigantescos, com o estrondo que é quando um bloco gigante de gelo desprende-se do principal e rola até chegar ao mar, isso tudo dentro de um silêncio completo. Cinco Estrelas para todos esses passeios, diferentes entre si, mas todos muito bons. Madeira


A Patagônia argentina...

sábado, 30 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(festas regionais do ES)


Rua de Lazer, Domingos Martins


Uma das minhas diversões favoritas, dos meus hobbies, é ir a festas regionais para conhecer os costumes da diversificada cultura espírito-santense. As principais que já freqüentei e que voltarei a ir todos os anos são as de natal e as juninas, que recomendo em geral mas que são top em Domingos Martins, disparado o município de turismo mais organizado do estado, inclusive com um calendário anual de eventos inteligente e diferenciado. O natal de luz em Domingos Martins é algo que não se pode descrever, tem é que ser desfrutado. Nos festejos natalinos recomendo também as três Santas e Pedra Azul, locais nos quais também recomendo, além dos festejos nessas datas, os relativos aos costumes pomeranos e italianos, com festas referentes a atividades rurais, ou seja, as datas de início de plantios e colheitas.


Festa do Morango, Pedra Azul


Também destaco a Sommerfest, janeiro, Domingos Martins, uma octoberfest em miniatura, e bem mais acolhedora, e lá ainda o Festival da Tilápia, para a degustação de várias formas de preparo desse pescado, e o Festival Internacional de Inverno, julho, durante todo o mês, com muitas atrações culturais (principalmente musicais). Castelo e a semana santa, com um tapete de flores lindo e muita religiosidade, é festa para não se perder. Outros tapetes de flores também são marcantes, em especial em Paraju.


A Sommerfest


A festa do Cafona em Colatina, maio, é imperdível pelo colorido das roupas e pelo saudosismo que desperta nos mais velhos, como eu. A Festa do Morango em Pedra Azul, agosto, é uma excelente pedida no frio da época, com muita música e alegria e morango de todas as formas. O Festival de Frutos do Mar em Iriri é muito bom, outubro, e é para se aproveitar bem, tanto pelo local paradisíaco quanto pelos alimentos. A Festa da Polenta, outubro, em Venda Nova do Imigrante, é uma marca da cultura italiana, com muita música e comida típica deliciosa. Estas são as principais festas do interior, aquelas que considero de primeira e que freqüentarei sempre. Outras existem, e as buscarei para viver um pouco de outra realidade que não seja a de uma megalópole. Madeira


A Festa da Polenta, claro. E tome polenta!

viagens-madeira-comentários(interior norte do ES)


Linhares


Linhares: no centro, o hotel Pratti atende razoavelmente bem, mas o hotel-parque da reserva natural da Vale do Rio Doce, na realidade já no município de Sooretama, é deslumbrante, das instalações às belezas naturais da mata atlântica, onde se localiza. Além disso, a lagoa Juparanã é excelente para momentos de lazer, e há outras para se conhecer, afinal Linhares é a terra das lagoas. Colatina, um centro industrial e comercial de suma importância na região, é parada obrigatória, e a hospedagem no Pleno Hotel, com um entardecer muito bonito à beira-rio. Mais à frente tive uma surpresa agradável, pelo bom atendimento e pela placidez da cidade, que foi em Barra de São Francisco. Este é o ES que conheci. Madeira


Colatina

terça-feira, 26 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(as três santas do ES)


Casarão em Santa Leopoldina


As três Santas são uma amostragem das belezas do interior do ES. A partir de Cariacica, pela ES-080, uma estrada estadual muito bem cuidada, temos acesso a essa região, e melhor do que pela BR-101, tumultuada de tantos caminhões. Santa Leopoldina, a filha do sol e das águas, tranqüila, repleta de cachoeiras e casario histórico riquíssimo, é a primeira das santas, lembrando-se que ela foi visitada por D. Pedro II, um dos homens públicos de maior relevo na nossa história por sua sapiência e equilíbrio. Além da história representada nas construções, é de uma cultura atraente, desde as rodas de Congo, o artesanato e o museu do Colono às muitas rotas de ecoturismo, com uma hospedagem bem típica na região da colonização austríaca do Tirol, na pousada Gasthof Tirol.


Santa Maria de Jetibá


A seguir, a cidade mais pomerana do Brasil, Santa Maria de Jetibá, com suas festas regionais, ao som das concertinas e de trombones, e eivada da cultura alemã, com um belo casario enxaimel, alimentação regional e farta. Lá, para hospedagem no centro, temos um hotel muito grande, de boas condições, o Montanhês Marquardt, e o Pommerhauss, de cujas varandas acompanhamos os desfiles nas datas festivas. Em seguida, a terceira santa, Santa Teresa, e outra origem, esta italiana, conhecida como a terra dos colibris. Também com um casario histórico rico e plena de cachoeiras, de um enoturismo forte, baseado nas videiras e vinícolas que se espalham por suas montanhas e vales, Santa Teresa tem um centro movimentado e é regida pelas sanfonas de origem italiana, em suas muitas festas. O museu Melo Leitão, uma exposição viva da Mata Atlântica, é passeio certo. O Vale do Caravaggio dá vazão a um turismo da fé, com uma visita à Capela de N. Sra do Caravaggio e suas histórias milagrosas. A hospedagem, tanto no mais central, o hotel Pierazzo, quanto no Solar dos Colibris, mais distante, mas ainda na zona urbana, e ao redor em várias e gostosas pousadas, como a Paradiso, que é sensacional em todos os aspectos, e a Pietrobelli, o Sítio Canaã, tem um atendimento familiar, carinhoso, com bons quartos e alimentação esmerada. As três Santas são um passeio estonteante para todo aquele que ama a vida calma do campo e o carinho dado por seus habitantes aos forasteiros. Para mim, pela simplicidade, pelo atendimento e pela fartura, Cinco Estrelas. Madeira


Santa Teresa

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários (a BR-262)


Pousada dos Pinhos


A BR-262 é o "must" do turismo no ES, e meu roteiro preferido. Após uma parada no mirante da pousada e restaurante Vista Linda, com fotos sensacionais, um bolinho de bacalhau delicioso e atrações locais como um teatrinho de marionetes sobre a vida de Cristo e o restaurante abaixo, o Sombra da Serra, com uma picanha na tábua, chegamos à capital do amor no Brasil, modelo de organização turística nacional, Domingos Martins, a nossa Campinho, com hotéis e pousadas sem qualquer luxo, mas de um atendimento de sonhos, com cafés coloniais e caldos inigualáveis, e falo da sede do município, pois Pedra Azul é algo à parte. Com um calendário de eventos muito bem elaborado e contínuo, todos eles de muito bom gosto e alicerçados nos costumes locais, de origem pomerana, com danças e músicas gostosas de ver e ouvir, Campinho é chamativo. Hospedei-me já em qualquer uma das pousadas rurais e o atendimento é familiar e a comida deliciosa, você sendo tratado como um membro antigo da família: na Schwambach (também adega, com uma tábua de queijos maravilhosa e um som de primeira, às vezes), na estrada de acesso ao município; na Pousada da Montanha, na estrada do Galo; ainda na área rural o Sítio da Ressaca, o Sítio Huver, o restaurante Delícias da Tilápia, onde se come, preparada de todas as formas, uma tilápia deliciosa, e as pousadas Opashaus e Du Carmo; no central e velho, mas agradável, Hotel Imperador, da janela da qual você acompanha tudo que ocorre na bela pracinha local, e na minha favorita, a Solar da Serra, na rua em frente à Casa da Cultura, que é uma visita obrigatória.


Vista Linda, Domingos Martins


Comida típica? Nada como na central Chopperia Fritz e Frida, almoço no Caminho do Imigrante e cafezinho no Café Koehler, ambos na imperdível rua de lazer. Aliás, nesta rua também adquirem-se lembranças de todos os tipos para residências. Subindo, vamos encontrar Marechal Floriano (pode passar direto) e Paraju, onde encontramos a Pousada Oriundi, de instalações excelentes e uma cozinha de primeira.Próximo temos a entrada para Alfredo Chaves(também pode ser e é mais perto,mas não mais belo,pela BR-101),onde na pracinha central,aos domingos pela manhã tem uma moda de viola encantadora,com hospedagem em uma pousada próximo ao centro,a Recanto das Ilhas e em Matilde,com cachoeiras deslumbrantes e hospedagem na pousada Aguas de Pinon,com tratamento caseiro e uma comida em fogão de lenha deliciosa.Continuando, passamos pelo Parque do China, muito bom para quem gosta da mistura de campo com piscinas e grandes áreas de lazer, mas bem popular, e enfim chegamos à Pedra Azul, o que tem de melhor e mais luxuoso nas montanhas do ES. Restaurantes como o Lusitânia (indico um bom bacalhau ou um rojões - bifinhos de porco - com batatas), o clássico Valsugana, com a simpatia do proprietário, o Claudinho, e a categoria da "chef" Marília e seus pratos afamados, o Flor do Ipê, pequenino e delicioso, o Floriano, próximo à cachoeira do mesmo nome, de pratos exóticos, e para quem gosta de natureba o Domaine Ile de France.


Pedra Azul


Hotéis de encher os olhos, sem perder a característica agro, como os luxuosos Aroso Paço Hotel, imponente, e a Pousada Pedra Azul; o gigantesco Eco da Floresta; os aconchegantes Recanto da Pedra, Lusitânia, Tre-Fiori (que café colonial!) e Pousada Aracê, e por fim o mais gracioso e amigo, a Pousada dos Pinhos, idealização do inesquecível desbravador daquelas montanhas, Dr. Julio Pinho. Na região encontramos bastante turismo de aventura e passeios. Seguindo, temos Venda Nova do Imigrante, esta de origem italiana, com atrações festivas e muitas montanhas para vôos livres, onde a melhor hospedagem é o Alpes Hotel. Descendo para o sul, temos Castelo, também com ótimos locais para esportes radicais e cachoeiras, e a tranquilidade de Vargem Alta (Chaminé Hotel), e no retorno à 262, em Monte Verde, o ótimo Monte Verde Hotel, com campo de golfe e bastante diversão interna, além de boa cozinha. Na outra direção temos a cidade que melhor recebe, na minha opinião, que é Afonso Claudio, com o hotel Três Pontões, de boa qualidade, mas com uma pousada bem rural, bem simples e com um atendimento fora de série, comida em fogão de lenha e interiorana e rodas de viola, que é a Pousada da Dindinha. Também imperdível em Afonso Claudio é o museu da segunda guerra mundial, com reprodução de uniformes, armamento e situações de combate, tudo montado por uma imigrante alemão que lá se estabeleceu. Cinco Estrelas são os caminhos da BR-262. Madeira


Venda Nova do Imigrante

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(interior sul/sudoeste do ES)


Muqui


Nessa região estive em locais muito bons de se passear e descansar. A partir de Cachoeiro de Itapemirim, o hotel San Karlo - que me perdoem os cachoeirenses - é apenas um bom ponto de passagem (para os simplistas, visitar a casa de Roberto Carlos é a pedida). Temos Muqui, com um casario histórico imperdível e uma tranqüilidade diferente, e Mimoso do Sul, mais uma cidade com um Cristo Redentor - na montanha a abençoando. Descendo mais temos a capital espírito-santense das letras, São José do Calçado, boa para uma passada e, enfim, acima e ao sudoeste, Alegre, capital musical do estado pelo famoso nacionalmente Festival de Música, e também com a bela Cachoeira da Fumaça, e Guaçuí, com uma pousada bonita e funcional, a Pousada do Vovô Zinho, imperdível na região como local de hospedagem e de alimentação gostosa. Acima, Dores do Rio Preto, entrada do Caparaó capixaba, visão divina de uma região florestal repleta de misticismo, com hospedagem em um "cama e café" muito familiar, a Pousada da Consuelo, com atendimento fraterno, amigo. À frente, já em Minas Gerais, temos a entrada do Parque Nacional do Caparaó, via Manhumirim, em Alto Caparaó, assim como o nosso lado muito belo, selvagem, místico e lindo, de cachoeiras e mata exuberantes e hospedagem de alto nível no Caparaó Parque Hotel, aonde o próprio dono, o Ronald, está no comando, sempre com festas e atrações nos finais de semana, uma simpatia e com atendimento de primeiríssima e tudo que você precisar sendo providenciado. Não deixar de visitar o parque nacional com um jipeiro (facilidade que não temos em Dores do rio Preto). Estas são as minhas recomendações para esse lado do ES. Cinco Estrelas. Madeira


Cachoeira da Fumaça

terça-feira, 19 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(praias ao norte de Vitória)


Itaúnas


A partir de Nova Almeida, já estive em todas as praias até a divisa com a Bahia. Vamos lá: Fundão (Praia Grande),Aracruz,com um hotel muito bom e de localização privilegiada que é o Coqueiral Park e mais a frente em Praia Formosa,uma estada no balneário do SESC, completo, com muito boas instalações e logo após em Santa Cruz almoço no restaurante Irajá (grande diversidade de alimentos) e um passeio de escuna no rio Piraqueaçu, com um refrescante banho;temos ainda entremeando as praias dos Padres, Putiry e Barra do Sahy e a Barra do Riacho,com a Pousada dos Cocais,lugar extremamente bucólico,com excelente atendimento.A seguir, para os surfistas, mas com fraco atendimento,Regência (Linhares).Enfim, bem ao norte, Guriri,também com um forte processo de erosão e hotéis da rede Marlin, o Costa Marlin e o Guriri Marlin,para hospedagem e um passeio muito interessante para conhecer o projeto Tamar.Depois Conceição da Barra, praia de veraneio, e para hospedagem ainda a rede Marlin, hotel Porto Marlin, mas sendo o melhor ir para Itaúnas (agora com o forró, a melhor atração, proibido, dada a violência que estava ocorrendo, praticada por forasteiros), com suas dunas móveis como atração e várias pousadas de nível regular (a indicada é a dos Corais, e o restaurante o Lobo do Mar). Este é o litoral norte do ES, não tão badalado como o sul, mas também bem interessante. Quatro estrelas é a minha cotação. Madeira


Praia de Guriri

viagens-madeira-comentários(GuaraparixVila Velha)


Praia de Setiba


Guarapari reserva a todos os seus amantes duas faces: uma fora de qualquer temporada, seja veraneio, sejam feriados prolongados, que é de vida normal como qualquer cidade litorânea, e outra nessas épocas, onde a agitação de uma multidão de veranistas ensandecidos por suas praias no centro - que fazem com que se possa prescindir de deslocamentos automotivos - a tornam mais atraente ainda. Areia Preta, com seus freqüentadores habituais, os "velhinhos enterrados", na esperança de melhorar de seus males circulatórios; Castanheiras, com muita sombra e lagoinha para crianças; e a dos Namorados, todas encostadas nos incontáveis aptos de temporada, são praias muito boas para ficar uns dias.


Nas pedras, o Clube Siribeira - à esquerda, a Praia das Castanheiras; à direita, a Areia Preta


À noite, para as famílias um bom passeio no calçadão, e para os jovens muitas boates e casas noturnas - fecham as delícias da Cidade Saúde. Na direção da capital, afastada do burburinho do centro, Setiba se destaca. Em Guarapari sempre hospedei-me no Porto do Sol, um cinco estrelas,d e localização belíssima e uma boa cozinha. É o melhor. Na Rodovia do Sol, Ponta da Fruta está sendo destruída pela força das águas, e lá destaco para quem quer comer algo delicioso e oriundo do mar a Cabana do Roque, à beira-mar. Na Barra do Jucu sempre me hospedo na Pousada Brisa, muito gostosa, e almoço no Espera Maré, com excelente comida e uma bela vista para a lagoa. Em Vila Velha, local de moradia, como hotel cito o Quality Suítes (onde ficava a famosa casa-navio) e os excelentes restaurantes Delira, Caranguejo do Assis, Bellas Ondas( Praia da Costa) e Domus Itálica (no shopping Praia da Costa), pelos quais me responsabilizo, e em Vitória hospedagem é no SENAC, na Ilha do Boi, e se estiver querendo algo mais funcional e barato, o ÍBIS da Praia do Canto.


Praia dos Namorados


Restaurantes e lanchonetes mais freqüentados por mim e pelos quais assino embaixo são o Luca, o Spettacolo, o Bully´s, o Spaghetti & Cia, a Lareira Portuguesa, o Oriundi, o Pirão, o São Pedro e, como churrascaria, a Gramado. Saindo de Vitória em direção ao norte temos as praias da Serra, já com as águas totalmente diferentes em temperatura e cor das do sul do estado. Manguinhos merece uma passada e uma refeição no Geraldo, com frutos do mar deliciosos e preparados com esmero, mesmo com a casa cheia. Jacaraípe e Nova Almeida fecham o ciclo de praias da Grande Vitória, nesta última com boas opções de hospedagem nos hotéis Praia Sol, Praia Grande e na Pousada dos Veleiros, e de alimentação no marcante - seja pela vista do mar deslumbrante, seja pela variedade e competência da cozinha - restaurante Ninho da Roxinha. Para quem gosta de parques molhados não esquecer de reservar um dia para o Yahoo Family Park, na rodovia que liga Manguinhos à Nova Almeida.


Ponta da Fruta, Vila Velha


Este litoral do ES todo é Cinco Estrelas, tanto ao sul como ao norte, ainda que com gritantes diferenças entre ambos, seja no próprio mar, seja nas diversões. Relembro que todos os locais citados conheço por ter lá me hospedado ou feito refeições, e esta é a senha para indicá-los, sendo outros não citados por não ter tido ainda oportunidade de lá estar ou por não ter condiçõs de fazê-lo. Madeira


Nova Almeida, Serra

sábado, 16 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(praias do sul do ES)


Meaípe


O litoral sul capixaba, com águas mais frias, mas de um tom esverdeado lindo, é algo a ser percorrido e aproveitado. A partir do centro de Guarapari temos Meaípe, pequena, com hotéis de bom padrão, em frente mesmo à praia (fiquei já no Gaeta e no da Léa), com muitas barraquinhas de delícias do mar e para almoço, havendo no Curuca uma bela moqueca capixaba (o resto é mesmo peixada). Se estiver a fim de conhecer o melhor rodízio de frutos do mar de todo o litoral brasileiro, não deixe de ir ao Guaramare. Para os da balada há o complexo da noite da Mais, com vários ambientes e muita diversão. Depois temos Anchieta, com muita história e sem praia que preste no centro, mas tendo nas redondezas um excelente hotel-fazenda, o Nossa Senhora de Santana, e a praia de Castelhanos (hotel Tanharu), que só tem vida nas temporadas, Ubu, com a gostosa Pousada Abá-Ubu, o hotel Pontal de Ubu, com vista diferenciada para o mar (você parece estar em um navio). Iriri é um paraíso, com seus cantinhos reservados mas lotados nas temporadas, e em especial no carnaval, e hotéis de boa categoria como a Pousada da Meméia e o Pontal das Rochas. A seguir Piúma, esticada, uma praia de cerca de seis km, com muita badalação nas temporadas e bons hotéis como o imenso Monte Aghá. Entre Piúma e Itapemirim temos praias próprias para se alugar apartamentos de temporada e se tirar umas férias litorâneas com muita tranqüilidade, e estas são Itaipava e Itaoca. Seguindo em frente temos Marataízes, mais um lugar para veraneio, mas sem praias boas no centro, devastadas pela erosão, sendo sua atração o camping da lagoa do Siri, local para famílias com seus filhos pequenos ou adolescentes reunirem-se e divertirem-se muito. Todos esses lugares são fortes no verão e nos feriados prolongados, com muito mineiro e capixaba, sendo mortos fora das temporadas, resumidos aos seus moradores. A alimentação e as diversões seguem o padrão das cidades temporais e são muitas e gostosas, mas caras nessas ocasiões. Nos hotéis citados já me hospedei, nos lugares descritos estive várias vezes e recomendo todos para uma boa estada. Há ainda outros mais baratos ou mais caros, dependendo do gosto do cliente, mas recomendo com ênfase o litoral sul do ES, em especial Iriri e Meaípe, ambas Cinco Estrelas. Madeira


Iriri

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários (O Espírito Santo)



Espírito Santo, torrão natal por adoção após conhecer vários estados brasileiros, é uma terra maravilhosa, de um povo alegre, trabalhador (tem crescido mais que a média nacional), com grandes indústrias (aço, metalurgia, alimentos), portos em quantidade e qualidade, clima agradável, mulheres lindas (muito bom mesmo), praias e montanhas próximas e excelentes, enfim, quase um paraíso (não o é por causa da imperfeição humana). A Grande Vitória (Vitória capital, Vila Velha, Cariacica, Serra e Guarapari) é a locomotiva, cada cidade sua com suas características em qualquer aspecto analisado, seja natural, seja artificial. Não vou comentar as atrações da GV, porque quem desejar conhecê-las pode me encontrar à disposição para comentar individualmente ou para mostrar, se for o caso. Mas o interior sim, primeiro porque desde de que aqui aportei tenho passeado por ele todo, e há dois anos resolvi ir a todas as festividades regionais, e aí vou comentá-las, pois estive em cada uma mais bela que a outra, mais atraente, em locais de belezas naturais, de um acolhimento, de uma cordialidade indescritível. Cachoeiras, matas, monumentos, alimentação e hospedagem muito boas, acolhedoras na zona rural, e praias de uma água límpida, de uma beleza ímpar, um estado abençoado (não sei se pelo Espírito Santo). Amanhã começo a descrever esse conteúdo espírito-santense, de norte a sul, de leste a oeste. Madeira

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(AC/RO/RR/TO/AP)

Cinco estados brasileiros não conheço (e acho que não conhecerei). São eles Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins e Amapá. As minhas viagens foram feitas - a maioria - quando estava na PF, a serviço, e sempre sobrava tempo para que os locais - tanto por gentileza quanto por mostrar o torrão natal - mostrassem o máximo da região. Outro tanto, boa quantidade - e aí já preso ao local em que eu chegava, e às suas proximidades -, foi a passeio. Nestes sempre aluguei um carro e saí cedo, um dia na direção norte, outro na sul, outro na direção do centro do estado, reservando o dia da chegada e o da saída para passeios na própria cidade. Com isto conheci muitos e muitos lugares do nosso país, rapando seus conhecimentos, sua cultura, indo às belezas naturais e shows regionais. O Brasil terminou sem segredos para mim. Esses cinco que não conheci certamente possuem muita beleza natural e histórica, principalmente os fronteiriços, guardiões de nossa integridade territorial. Não estive neles, tanto por não ter ido trabalhar lá (à época eram territórios ou não existiam ainda, caso de Tocantins) quanto por não mostrarem ainda potencial turístico atraente (não é que não o tenham, precisam é desenvolvê-lo, como Jalapão fez). Na realidade, quanto mais se conhece este mundo que é o nosso país, mais se o admira e ama. A partir da próxima postagem falarei do meu estado de adoção, o Espírito Santo, que estou agora de carro vivenciando todo, em especial as suas festas regionais. Madeira

viagens-madeira-comentários(Rio Grande do Sul)


A fantástica luz de POA


Rio Grande do Sul/Porto Alegre: onde você é recebido com cuia de chimarrão e muita atenção e carinho. O gaúcho é um anfitrião e tanto. O rio Guaíba, com um pôr-do-sol lindo, dá o tom do que é uma estada em Porto Alegre. Excelentes hotéis e restaurantes, construções históricas belíssimas, museus de primeira, e com uma boa movimentação noturna. O churrasco (o autêntico) é ofertado com bastante gordura e poucos acompanhamentos (nada de muita salada), e apresenta uma ampla variedade de tipos de carne (boi, carneiro, porco e galeto), sempre acompanhado de um bom vinho da terra nos dias mais frios. Não deixar de visitar a feira da Redenção, em que se encontra de tudo, e as verdadeiras aulas de história que são as construções do Palácio Piratini, o Theatro São Pedro, o Mercado Público e os museus de Ciência e Tecnologia, o Memorial do Rio Grande do Sul, o de Arte e o do Comando Militar. Passeios recomendados também o de barco pelo Guaíba e a casa de cultura Mário Quintana. Mas, como é normal no nosso Brasil, rico em tradições oriundas de nossos colonizadores e de nossa mescla de costumes, o mais belo está no interior do estado. Ah!, as serras gaúchas! É difícil encontrar algum altiplano tão encantador, em que se coma melhor e com atendimento de tamanha categoria. Bento Gonçalves, Caxias e Garibaldi, o circuito dos vinhos e espumantes, o Vale dos Vinhedos, com visitas aos mesmos, degustação e as cantinas que servem refeições muito fartas e deliciosas, e shows folclóricos que chegam a arrepiar. O passeio no trem Maria-Fumaça, entre Garibaldi e Carlos Barbosa, com muita música e degustação a bordo e nas paradas, é digno de nota. Gramado, Canela e Nova Petrópolis fazem outro circuito pleno de parques naturais, de uma natureza impressionante, com café colonial servido a cada passo, de quitutes saborosos e uma quantidade imensa. O Natal de Luz, em Gramado, é deslumbrante, incluindo-se aí uma visita à Aldeia de Papai Noel (funciona o ano todo). O chocolate, líquido ou sólido, é delicioso e com grande variedade de sabores. Os museus de carros (Hollywood Dream Cars) e Medieval são boas e diferentes visitas. Compras de cristais, chocolates, produtos coloniais e de móveis de Gramado (entregues em qualquer local do país) são uma dica pela qualidade. Enfim, o RS é cinco estrelas em tudo. Madeira


Gramado

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(Santa Catarina)


Floripa


Santa Catarina/Florianópolis: capital insular, de praias paradisíacas - em uma quantidade incrível - pela qualidade das águas e tipo de mar, o que é entendível dado o fato de a ilha ter um lado virado para o continente (águas mais tranqüilas), com as praias citadinas Jurerê e Canavieiras já na curva para o oceano, e outro para o mar alto, bravio, com praias ideais para o surf como Ponta das Canas, Brava, dos Ingleses, Santinho, Galheta, Mole, Joaquina (a melhor para este esporte), entre outras. Dentro dela ainda temos uma lagoa gostosa, a Lagoa da Conceição, coalhada de cafés, bares, restaurantes e casas noturnas. Todo o tempo do mundo será pouco para conhecer toda Floripa (nome carinhoso da capital), com uma rede de hotéis excelente e comidas deliciosas, a maioria de frutos do mar. Temos o camarão (servido de todas as formas), a ostra (geralmente servida crua ou gratinada, acompanhada de vinagrete) e a tainha (grelhada ou assada). Construções históricas como o Mercado Público (o mais limpo que conheci no trato de pescados, só comparável aos de Bruxelas/Bélgica), o prédio da Alfândega e Ribeirão da Ilha (vila com casario colonial), Santo Antonio de Lisboa (ídem), os fortes de Santa Cruz de Anhatomirim, Sant'Ana e Santo Antonio de Ratones, os museus de Santa Catarina e Vitor Meirelles. Passeios de escuna na Ilha de Campeche, na Lagoa da Conceição (nesta também de canoa havaiana) e turismo de aventura como as longas caminhadas, vôo de parapente, o windsurf, o kitesurf e o mergulho são constantes nas praias, e a vida noturna é das mais agitadas. Fora de Floripa temos praias encantadoras como Imbituba, com a atração da observação das baleias-franca que lá passeiam, principalmente de junho a novembro, a histórica Laguna (terra de Anita Garibaldi, com museu e casario da época) e Garopaba (surf e sandboard). No interior existem também maravilhas de todo tipo, tais como as vinícolas catarinenses (Urussanga, por exemplo), a Serra do Rio do Rastro, com uma estrada de 17 km de curvas fechadíssimas, de uma beleza divina, e acesso à cidade mais gélida do Brasil, São Joaquim, capital da maçã; temos Tubarão, local em que fiz meu doutorado em administração e residi quatro vezes, cerca de quarenta dias cada, famosa pelas estâncias termais com temperaturas de até 40 graus em que tomei muito banho quente, e as cidades alemãs famosas: Joinville, com um passeio na Baía de Babitonga e uma parada na histórica de São Francisco do Sul, maravilhosas; Blumenau, com as construções típicas alemãs (enxaimel) e a famosa festa Oktoberfest, festival de chope anual; Pomerode, bem menor e menos afamada, mas justamente por isso a mais alemã delas. Treze Tilias é o Tirol/Áustria, que é deslumbrante, das construções à música e à alimentação. Bem, Santa Catarina, com sua colonização, interior bem original e praias maravilhosas é Cinco estrelíssimas, assim como toda a região sul do país, em que se tem acolhida de primeira e comida e bebida de qualidade (e farta). Madeira

viagens-madeira-comentários(São Paulo)



São Paulo/São Paulo, capital, locomotiva do Brasil, cosmopolita, empresarial, cultural, gigantesca, atraente, maior cidade da América Latina, não se pode deixar de conhecê-la, o que é difícil pela diversidade de programas. Inúmeras vezes lá estive, assistindo peças teatrais maravilhosas, que muitas vezes só se apresentam lá pelos altos custos e pela dimensão do espetáculo (O Fantasma da Ópera e os Miseráveis, entre outras). Há ainda um espetáculo totalmente diferente, gostoso, que é o com os garçons cantores no Brooklin; as partidas de futebol disputadas em todos os estádios locais; igrejas, centros culturais e museus de todos os tipos e para todas as platéias, em especial o Museu da Língua Portuguesa, que é indescritível, o MAM e o Masp; os bairros japonês (Liberdade) e italiano ((Bixiga), com seus restaurantes típicos. Hotéis de todas as maneiras, com muitos flats, restaurantes ídem, de uma classe única no país, de todas as culinárias, muitos abertos praticamente dia e noite, pizzarias e lanchonetes de todas as redes nacionais e internacionais. Eu particularmente não perco, sempre que vou até lá, uma ida ao Bar/Restaurante Brahma, na esquina da São João com Ipiranga, sempre com um som agradável, diferente conforme o dia da semana, e com tira-gostos de qualidade. Existem muitos espaços abertos, parques e praças muito agradáveis como o mais famoso, o Ibirapuera. Shoppings multifuncionais, gigantescos e novos são outra marca registrada paulistana. Culturalmente são imperdíveis, também, as livrarias, as lojas de antiguidade e os empórios. Existem ainda os locais populares de compras, e o principal é a rua 25 de março, uma imensa feira comercial, lugar de se pechinchar e comprar a preço baixíssimo toda uma gama de artigos, muitos,no entanto, falsificados. Meio de transporte melhor é o metrô, rápido e limpo, ou táxi, neste podendo o visitante conviver com engarrafamentos inimagináveis. Mas São Paulo também é interior, com algumas cidades figurando nas de maior IDH do Brasil, ricas e que nada devem à capital, como Ribeirão Preto, Barretos, Sorocaba, São José dos Campos, Campinas e a região do ABC, todas com muitas atrações que merecem ser vistas. Estâncias minerais, o Parque Estadual da Serra do Mar e outras devem ser visitadas. Por fim as praias, capitaneadas por Santos, cidade e porto de relevância nacional, e as áreas balneárias próximas, como Praia Grande, Guarujá e São Vicente, e na direção do Rio Bertioga, São Sebastião (em sua frente, Ilha Bela), Caraguatatuba e Ubatuba, todas praias com bons restaurantes e hotéis e mar de todo o tipo, desde bom para a pesca até muito bom para o surf e a vela. São Paulo é Cinco Estrelíssimas. Madeira

Quem sou eu

Vila Velha, ES, Brazil
Pai,avô,amigo,experiente, companheiro,divertido.