Batendo perna!

Batendo perna!
E arruma mala/desfaz mala/arruma mala/desfaz mala...

Blog destinado a tecer comentários sobre locais, fora da residência habitual, conhecidos pelo autor em suas viagens, a serviço e a passeio, citando as principais atrações e belezas de cada cidade, bem como os elos que o prenderam a algumas.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários (a BR-262)


Pousada dos Pinhos


A BR-262 é o "must" do turismo no ES, e meu roteiro preferido. Após uma parada no mirante da pousada e restaurante Vista Linda, com fotos sensacionais, um bolinho de bacalhau delicioso e atrações locais como um teatrinho de marionetes sobre a vida de Cristo e o restaurante abaixo, o Sombra da Serra, com uma picanha na tábua, chegamos à capital do amor no Brasil, modelo de organização turística nacional, Domingos Martins, a nossa Campinho, com hotéis e pousadas sem qualquer luxo, mas de um atendimento de sonhos, com cafés coloniais e caldos inigualáveis, e falo da sede do município, pois Pedra Azul é algo à parte. Com um calendário de eventos muito bem elaborado e contínuo, todos eles de muito bom gosto e alicerçados nos costumes locais, de origem pomerana, com danças e músicas gostosas de ver e ouvir, Campinho é chamativo. Hospedei-me já em qualquer uma das pousadas rurais e o atendimento é familiar e a comida deliciosa, você sendo tratado como um membro antigo da família: na Schwambach (também adega, com uma tábua de queijos maravilhosa e um som de primeira, às vezes), na estrada de acesso ao município; na Pousada da Montanha, na estrada do Galo; ainda na área rural o Sítio da Ressaca, o Sítio Huver, o restaurante Delícias da Tilápia, onde se come, preparada de todas as formas, uma tilápia deliciosa, e as pousadas Opashaus e Du Carmo; no central e velho, mas agradável, Hotel Imperador, da janela da qual você acompanha tudo que ocorre na bela pracinha local, e na minha favorita, a Solar da Serra, na rua em frente à Casa da Cultura, que é uma visita obrigatória.


Vista Linda, Domingos Martins


Comida típica? Nada como na central Chopperia Fritz e Frida, almoço no Caminho do Imigrante e cafezinho no Café Koehler, ambos na imperdível rua de lazer. Aliás, nesta rua também adquirem-se lembranças de todos os tipos para residências. Subindo, vamos encontrar Marechal Floriano (pode passar direto) e Paraju, onde encontramos a Pousada Oriundi, de instalações excelentes e uma cozinha de primeira.Próximo temos a entrada para Alfredo Chaves(também pode ser e é mais perto,mas não mais belo,pela BR-101),onde na pracinha central,aos domingos pela manhã tem uma moda de viola encantadora,com hospedagem em uma pousada próximo ao centro,a Recanto das Ilhas e em Matilde,com cachoeiras deslumbrantes e hospedagem na pousada Aguas de Pinon,com tratamento caseiro e uma comida em fogão de lenha deliciosa.Continuando, passamos pelo Parque do China, muito bom para quem gosta da mistura de campo com piscinas e grandes áreas de lazer, mas bem popular, e enfim chegamos à Pedra Azul, o que tem de melhor e mais luxuoso nas montanhas do ES. Restaurantes como o Lusitânia (indico um bom bacalhau ou um rojões - bifinhos de porco - com batatas), o clássico Valsugana, com a simpatia do proprietário, o Claudinho, e a categoria da "chef" Marília e seus pratos afamados, o Flor do Ipê, pequenino e delicioso, o Floriano, próximo à cachoeira do mesmo nome, de pratos exóticos, e para quem gosta de natureba o Domaine Ile de France.


Pedra Azul


Hotéis de encher os olhos, sem perder a característica agro, como os luxuosos Aroso Paço Hotel, imponente, e a Pousada Pedra Azul; o gigantesco Eco da Floresta; os aconchegantes Recanto da Pedra, Lusitânia, Tre-Fiori (que café colonial!) e Pousada Aracê, e por fim o mais gracioso e amigo, a Pousada dos Pinhos, idealização do inesquecível desbravador daquelas montanhas, Dr. Julio Pinho. Na região encontramos bastante turismo de aventura e passeios. Seguindo, temos Venda Nova do Imigrante, esta de origem italiana, com atrações festivas e muitas montanhas para vôos livres, onde a melhor hospedagem é o Alpes Hotel. Descendo para o sul, temos Castelo, também com ótimos locais para esportes radicais e cachoeiras, e a tranquilidade de Vargem Alta (Chaminé Hotel), e no retorno à 262, em Monte Verde, o ótimo Monte Verde Hotel, com campo de golfe e bastante diversão interna, além de boa cozinha. Na outra direção temos a cidade que melhor recebe, na minha opinião, que é Afonso Claudio, com o hotel Três Pontões, de boa qualidade, mas com uma pousada bem rural, bem simples e com um atendimento fora de série, comida em fogão de lenha e interiorana e rodas de viola, que é a Pousada da Dindinha. Também imperdível em Afonso Claudio é o museu da segunda guerra mundial, com reprodução de uniformes, armamento e situações de combate, tudo montado por uma imigrante alemão que lá se estabeleceu. Cinco Estrelas são os caminhos da BR-262. Madeira


Venda Nova do Imigrante

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(interior sul/sudoeste do ES)


Muqui


Nessa região estive em locais muito bons de se passear e descansar. A partir de Cachoeiro de Itapemirim, o hotel San Karlo - que me perdoem os cachoeirenses - é apenas um bom ponto de passagem (para os simplistas, visitar a casa de Roberto Carlos é a pedida). Temos Muqui, com um casario histórico imperdível e uma tranqüilidade diferente, e Mimoso do Sul, mais uma cidade com um Cristo Redentor - na montanha a abençoando. Descendo mais temos a capital espírito-santense das letras, São José do Calçado, boa para uma passada e, enfim, acima e ao sudoeste, Alegre, capital musical do estado pelo famoso nacionalmente Festival de Música, e também com a bela Cachoeira da Fumaça, e Guaçuí, com uma pousada bonita e funcional, a Pousada do Vovô Zinho, imperdível na região como local de hospedagem e de alimentação gostosa. Acima, Dores do Rio Preto, entrada do Caparaó capixaba, visão divina de uma região florestal repleta de misticismo, com hospedagem em um "cama e café" muito familiar, a Pousada da Consuelo, com atendimento fraterno, amigo. À frente, já em Minas Gerais, temos a entrada do Parque Nacional do Caparaó, via Manhumirim, em Alto Caparaó, assim como o nosso lado muito belo, selvagem, místico e lindo, de cachoeiras e mata exuberantes e hospedagem de alto nível no Caparaó Parque Hotel, aonde o próprio dono, o Ronald, está no comando, sempre com festas e atrações nos finais de semana, uma simpatia e com atendimento de primeiríssima e tudo que você precisar sendo providenciado. Não deixar de visitar o parque nacional com um jipeiro (facilidade que não temos em Dores do rio Preto). Estas são as minhas recomendações para esse lado do ES. Cinco Estrelas. Madeira


Cachoeira da Fumaça

terça-feira, 19 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(praias ao norte de Vitória)


Itaúnas


A partir de Nova Almeida, já estive em todas as praias até a divisa com a Bahia. Vamos lá: Fundão (Praia Grande),Aracruz,com um hotel muito bom e de localização privilegiada que é o Coqueiral Park e mais a frente em Praia Formosa,uma estada no balneário do SESC, completo, com muito boas instalações e logo após em Santa Cruz almoço no restaurante Irajá (grande diversidade de alimentos) e um passeio de escuna no rio Piraqueaçu, com um refrescante banho;temos ainda entremeando as praias dos Padres, Putiry e Barra do Sahy e a Barra do Riacho,com a Pousada dos Cocais,lugar extremamente bucólico,com excelente atendimento.A seguir, para os surfistas, mas com fraco atendimento,Regência (Linhares).Enfim, bem ao norte, Guriri,também com um forte processo de erosão e hotéis da rede Marlin, o Costa Marlin e o Guriri Marlin,para hospedagem e um passeio muito interessante para conhecer o projeto Tamar.Depois Conceição da Barra, praia de veraneio, e para hospedagem ainda a rede Marlin, hotel Porto Marlin, mas sendo o melhor ir para Itaúnas (agora com o forró, a melhor atração, proibido, dada a violência que estava ocorrendo, praticada por forasteiros), com suas dunas móveis como atração e várias pousadas de nível regular (a indicada é a dos Corais, e o restaurante o Lobo do Mar). Este é o litoral norte do ES, não tão badalado como o sul, mas também bem interessante. Quatro estrelas é a minha cotação. Madeira


Praia de Guriri

viagens-madeira-comentários(GuaraparixVila Velha)


Praia de Setiba


Guarapari reserva a todos os seus amantes duas faces: uma fora de qualquer temporada, seja veraneio, sejam feriados prolongados, que é de vida normal como qualquer cidade litorânea, e outra nessas épocas, onde a agitação de uma multidão de veranistas ensandecidos por suas praias no centro - que fazem com que se possa prescindir de deslocamentos automotivos - a tornam mais atraente ainda. Areia Preta, com seus freqüentadores habituais, os "velhinhos enterrados", na esperança de melhorar de seus males circulatórios; Castanheiras, com muita sombra e lagoinha para crianças; e a dos Namorados, todas encostadas nos incontáveis aptos de temporada, são praias muito boas para ficar uns dias.


Nas pedras, o Clube Siribeira - à esquerda, a Praia das Castanheiras; à direita, a Areia Preta


À noite, para as famílias um bom passeio no calçadão, e para os jovens muitas boates e casas noturnas - fecham as delícias da Cidade Saúde. Na direção da capital, afastada do burburinho do centro, Setiba se destaca. Em Guarapari sempre hospedei-me no Porto do Sol, um cinco estrelas,d e localização belíssima e uma boa cozinha. É o melhor. Na Rodovia do Sol, Ponta da Fruta está sendo destruída pela força das águas, e lá destaco para quem quer comer algo delicioso e oriundo do mar a Cabana do Roque, à beira-mar. Na Barra do Jucu sempre me hospedo na Pousada Brisa, muito gostosa, e almoço no Espera Maré, com excelente comida e uma bela vista para a lagoa. Em Vila Velha, local de moradia, como hotel cito o Quality Suítes (onde ficava a famosa casa-navio) e os excelentes restaurantes Delira, Caranguejo do Assis, Bellas Ondas( Praia da Costa) e Domus Itálica (no shopping Praia da Costa), pelos quais me responsabilizo, e em Vitória hospedagem é no SENAC, na Ilha do Boi, e se estiver querendo algo mais funcional e barato, o ÍBIS da Praia do Canto.


Praia dos Namorados


Restaurantes e lanchonetes mais freqüentados por mim e pelos quais assino embaixo são o Luca, o Spettacolo, o Bully´s, o Spaghetti & Cia, a Lareira Portuguesa, o Oriundi, o Pirão, o São Pedro e, como churrascaria, a Gramado. Saindo de Vitória em direção ao norte temos as praias da Serra, já com as águas totalmente diferentes em temperatura e cor das do sul do estado. Manguinhos merece uma passada e uma refeição no Geraldo, com frutos do mar deliciosos e preparados com esmero, mesmo com a casa cheia. Jacaraípe e Nova Almeida fecham o ciclo de praias da Grande Vitória, nesta última com boas opções de hospedagem nos hotéis Praia Sol, Praia Grande e na Pousada dos Veleiros, e de alimentação no marcante - seja pela vista do mar deslumbrante, seja pela variedade e competência da cozinha - restaurante Ninho da Roxinha. Para quem gosta de parques molhados não esquecer de reservar um dia para o Yahoo Family Park, na rodovia que liga Manguinhos à Nova Almeida.


Ponta da Fruta, Vila Velha


Este litoral do ES todo é Cinco Estrelas, tanto ao sul como ao norte, ainda que com gritantes diferenças entre ambos, seja no próprio mar, seja nas diversões. Relembro que todos os locais citados conheço por ter lá me hospedado ou feito refeições, e esta é a senha para indicá-los, sendo outros não citados por não ter tido ainda oportunidade de lá estar ou por não ter condiçõs de fazê-lo. Madeira


Nova Almeida, Serra

sábado, 16 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(praias do sul do ES)


Meaípe


O litoral sul capixaba, com águas mais frias, mas de um tom esverdeado lindo, é algo a ser percorrido e aproveitado. A partir do centro de Guarapari temos Meaípe, pequena, com hotéis de bom padrão, em frente mesmo à praia (fiquei já no Gaeta e no da Léa), com muitas barraquinhas de delícias do mar e para almoço, havendo no Curuca uma bela moqueca capixaba (o resto é mesmo peixada). Se estiver a fim de conhecer o melhor rodízio de frutos do mar de todo o litoral brasileiro, não deixe de ir ao Guaramare. Para os da balada há o complexo da noite da Mais, com vários ambientes e muita diversão. Depois temos Anchieta, com muita história e sem praia que preste no centro, mas tendo nas redondezas um excelente hotel-fazenda, o Nossa Senhora de Santana, e a praia de Castelhanos (hotel Tanharu), que só tem vida nas temporadas, Ubu, com a gostosa Pousada Abá-Ubu, o hotel Pontal de Ubu, com vista diferenciada para o mar (você parece estar em um navio). Iriri é um paraíso, com seus cantinhos reservados mas lotados nas temporadas, e em especial no carnaval, e hotéis de boa categoria como a Pousada da Meméia e o Pontal das Rochas. A seguir Piúma, esticada, uma praia de cerca de seis km, com muita badalação nas temporadas e bons hotéis como o imenso Monte Aghá. Entre Piúma e Itapemirim temos praias próprias para se alugar apartamentos de temporada e se tirar umas férias litorâneas com muita tranqüilidade, e estas são Itaipava e Itaoca. Seguindo em frente temos Marataízes, mais um lugar para veraneio, mas sem praias boas no centro, devastadas pela erosão, sendo sua atração o camping da lagoa do Siri, local para famílias com seus filhos pequenos ou adolescentes reunirem-se e divertirem-se muito. Todos esses lugares são fortes no verão e nos feriados prolongados, com muito mineiro e capixaba, sendo mortos fora das temporadas, resumidos aos seus moradores. A alimentação e as diversões seguem o padrão das cidades temporais e são muitas e gostosas, mas caras nessas ocasiões. Nos hotéis citados já me hospedei, nos lugares descritos estive várias vezes e recomendo todos para uma boa estada. Há ainda outros mais baratos ou mais caros, dependendo do gosto do cliente, mas recomendo com ênfase o litoral sul do ES, em especial Iriri e Meaípe, ambas Cinco Estrelas. Madeira


Iriri

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários (O Espírito Santo)



Espírito Santo, torrão natal por adoção após conhecer vários estados brasileiros, é uma terra maravilhosa, de um povo alegre, trabalhador (tem crescido mais que a média nacional), com grandes indústrias (aço, metalurgia, alimentos), portos em quantidade e qualidade, clima agradável, mulheres lindas (muito bom mesmo), praias e montanhas próximas e excelentes, enfim, quase um paraíso (não o é por causa da imperfeição humana). A Grande Vitória (Vitória capital, Vila Velha, Cariacica, Serra e Guarapari) é a locomotiva, cada cidade sua com suas características em qualquer aspecto analisado, seja natural, seja artificial. Não vou comentar as atrações da GV, porque quem desejar conhecê-las pode me encontrar à disposição para comentar individualmente ou para mostrar, se for o caso. Mas o interior sim, primeiro porque desde de que aqui aportei tenho passeado por ele todo, e há dois anos resolvi ir a todas as festividades regionais, e aí vou comentá-las, pois estive em cada uma mais bela que a outra, mais atraente, em locais de belezas naturais, de um acolhimento, de uma cordialidade indescritível. Cachoeiras, matas, monumentos, alimentação e hospedagem muito boas, acolhedoras na zona rural, e praias de uma água límpida, de uma beleza ímpar, um estado abençoado (não sei se pelo Espírito Santo). Amanhã começo a descrever esse conteúdo espírito-santense, de norte a sul, de leste a oeste. Madeira

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(AC/RO/RR/TO/AP)

Cinco estados brasileiros não conheço (e acho que não conhecerei). São eles Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins e Amapá. As minhas viagens foram feitas - a maioria - quando estava na PF, a serviço, e sempre sobrava tempo para que os locais - tanto por gentileza quanto por mostrar o torrão natal - mostrassem o máximo da região. Outro tanto, boa quantidade - e aí já preso ao local em que eu chegava, e às suas proximidades -, foi a passeio. Nestes sempre aluguei um carro e saí cedo, um dia na direção norte, outro na sul, outro na direção do centro do estado, reservando o dia da chegada e o da saída para passeios na própria cidade. Com isto conheci muitos e muitos lugares do nosso país, rapando seus conhecimentos, sua cultura, indo às belezas naturais e shows regionais. O Brasil terminou sem segredos para mim. Esses cinco que não conheci certamente possuem muita beleza natural e histórica, principalmente os fronteiriços, guardiões de nossa integridade territorial. Não estive neles, tanto por não ter ido trabalhar lá (à época eram territórios ou não existiam ainda, caso de Tocantins) quanto por não mostrarem ainda potencial turístico atraente (não é que não o tenham, precisam é desenvolvê-lo, como Jalapão fez). Na realidade, quanto mais se conhece este mundo que é o nosso país, mais se o admira e ama. A partir da próxima postagem falarei do meu estado de adoção, o Espírito Santo, que estou agora de carro vivenciando todo, em especial as suas festas regionais. Madeira

viagens-madeira-comentários(Rio Grande do Sul)


A fantástica luz de POA


Rio Grande do Sul/Porto Alegre: onde você é recebido com cuia de chimarrão e muita atenção e carinho. O gaúcho é um anfitrião e tanto. O rio Guaíba, com um pôr-do-sol lindo, dá o tom do que é uma estada em Porto Alegre. Excelentes hotéis e restaurantes, construções históricas belíssimas, museus de primeira, e com uma boa movimentação noturna. O churrasco (o autêntico) é ofertado com bastante gordura e poucos acompanhamentos (nada de muita salada), e apresenta uma ampla variedade de tipos de carne (boi, carneiro, porco e galeto), sempre acompanhado de um bom vinho da terra nos dias mais frios. Não deixar de visitar a feira da Redenção, em que se encontra de tudo, e as verdadeiras aulas de história que são as construções do Palácio Piratini, o Theatro São Pedro, o Mercado Público e os museus de Ciência e Tecnologia, o Memorial do Rio Grande do Sul, o de Arte e o do Comando Militar. Passeios recomendados também o de barco pelo Guaíba e a casa de cultura Mário Quintana. Mas, como é normal no nosso Brasil, rico em tradições oriundas de nossos colonizadores e de nossa mescla de costumes, o mais belo está no interior do estado. Ah!, as serras gaúchas! É difícil encontrar algum altiplano tão encantador, em que se coma melhor e com atendimento de tamanha categoria. Bento Gonçalves, Caxias e Garibaldi, o circuito dos vinhos e espumantes, o Vale dos Vinhedos, com visitas aos mesmos, degustação e as cantinas que servem refeições muito fartas e deliciosas, e shows folclóricos que chegam a arrepiar. O passeio no trem Maria-Fumaça, entre Garibaldi e Carlos Barbosa, com muita música e degustação a bordo e nas paradas, é digno de nota. Gramado, Canela e Nova Petrópolis fazem outro circuito pleno de parques naturais, de uma natureza impressionante, com café colonial servido a cada passo, de quitutes saborosos e uma quantidade imensa. O Natal de Luz, em Gramado, é deslumbrante, incluindo-se aí uma visita à Aldeia de Papai Noel (funciona o ano todo). O chocolate, líquido ou sólido, é delicioso e com grande variedade de sabores. Os museus de carros (Hollywood Dream Cars) e Medieval são boas e diferentes visitas. Compras de cristais, chocolates, produtos coloniais e de móveis de Gramado (entregues em qualquer local do país) são uma dica pela qualidade. Enfim, o RS é cinco estrelas em tudo. Madeira


Gramado

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(Santa Catarina)


Floripa


Santa Catarina/Florianópolis: capital insular, de praias paradisíacas - em uma quantidade incrível - pela qualidade das águas e tipo de mar, o que é entendível dado o fato de a ilha ter um lado virado para o continente (águas mais tranqüilas), com as praias citadinas Jurerê e Canavieiras já na curva para o oceano, e outro para o mar alto, bravio, com praias ideais para o surf como Ponta das Canas, Brava, dos Ingleses, Santinho, Galheta, Mole, Joaquina (a melhor para este esporte), entre outras. Dentro dela ainda temos uma lagoa gostosa, a Lagoa da Conceição, coalhada de cafés, bares, restaurantes e casas noturnas. Todo o tempo do mundo será pouco para conhecer toda Floripa (nome carinhoso da capital), com uma rede de hotéis excelente e comidas deliciosas, a maioria de frutos do mar. Temos o camarão (servido de todas as formas), a ostra (geralmente servida crua ou gratinada, acompanhada de vinagrete) e a tainha (grelhada ou assada). Construções históricas como o Mercado Público (o mais limpo que conheci no trato de pescados, só comparável aos de Bruxelas/Bélgica), o prédio da Alfândega e Ribeirão da Ilha (vila com casario colonial), Santo Antonio de Lisboa (ídem), os fortes de Santa Cruz de Anhatomirim, Sant'Ana e Santo Antonio de Ratones, os museus de Santa Catarina e Vitor Meirelles. Passeios de escuna na Ilha de Campeche, na Lagoa da Conceição (nesta também de canoa havaiana) e turismo de aventura como as longas caminhadas, vôo de parapente, o windsurf, o kitesurf e o mergulho são constantes nas praias, e a vida noturna é das mais agitadas. Fora de Floripa temos praias encantadoras como Imbituba, com a atração da observação das baleias-franca que lá passeiam, principalmente de junho a novembro, a histórica Laguna (terra de Anita Garibaldi, com museu e casario da época) e Garopaba (surf e sandboard). No interior existem também maravilhas de todo tipo, tais como as vinícolas catarinenses (Urussanga, por exemplo), a Serra do Rio do Rastro, com uma estrada de 17 km de curvas fechadíssimas, de uma beleza divina, e acesso à cidade mais gélida do Brasil, São Joaquim, capital da maçã; temos Tubarão, local em que fiz meu doutorado em administração e residi quatro vezes, cerca de quarenta dias cada, famosa pelas estâncias termais com temperaturas de até 40 graus em que tomei muito banho quente, e as cidades alemãs famosas: Joinville, com um passeio na Baía de Babitonga e uma parada na histórica de São Francisco do Sul, maravilhosas; Blumenau, com as construções típicas alemãs (enxaimel) e a famosa festa Oktoberfest, festival de chope anual; Pomerode, bem menor e menos afamada, mas justamente por isso a mais alemã delas. Treze Tilias é o Tirol/Áustria, que é deslumbrante, das construções à música e à alimentação. Bem, Santa Catarina, com sua colonização, interior bem original e praias maravilhosas é Cinco estrelíssimas, assim como toda a região sul do país, em que se tem acolhida de primeira e comida e bebida de qualidade (e farta). Madeira

viagens-madeira-comentários(São Paulo)



São Paulo/São Paulo, capital, locomotiva do Brasil, cosmopolita, empresarial, cultural, gigantesca, atraente, maior cidade da América Latina, não se pode deixar de conhecê-la, o que é difícil pela diversidade de programas. Inúmeras vezes lá estive, assistindo peças teatrais maravilhosas, que muitas vezes só se apresentam lá pelos altos custos e pela dimensão do espetáculo (O Fantasma da Ópera e os Miseráveis, entre outras). Há ainda um espetáculo totalmente diferente, gostoso, que é o com os garçons cantores no Brooklin; as partidas de futebol disputadas em todos os estádios locais; igrejas, centros culturais e museus de todos os tipos e para todas as platéias, em especial o Museu da Língua Portuguesa, que é indescritível, o MAM e o Masp; os bairros japonês (Liberdade) e italiano ((Bixiga), com seus restaurantes típicos. Hotéis de todas as maneiras, com muitos flats, restaurantes ídem, de uma classe única no país, de todas as culinárias, muitos abertos praticamente dia e noite, pizzarias e lanchonetes de todas as redes nacionais e internacionais. Eu particularmente não perco, sempre que vou até lá, uma ida ao Bar/Restaurante Brahma, na esquina da São João com Ipiranga, sempre com um som agradável, diferente conforme o dia da semana, e com tira-gostos de qualidade. Existem muitos espaços abertos, parques e praças muito agradáveis como o mais famoso, o Ibirapuera. Shoppings multifuncionais, gigantescos e novos são outra marca registrada paulistana. Culturalmente são imperdíveis, também, as livrarias, as lojas de antiguidade e os empórios. Existem ainda os locais populares de compras, e o principal é a rua 25 de março, uma imensa feira comercial, lugar de se pechinchar e comprar a preço baixíssimo toda uma gama de artigos, muitos,no entanto, falsificados. Meio de transporte melhor é o metrô, rápido e limpo, ou táxi, neste podendo o visitante conviver com engarrafamentos inimagináveis. Mas São Paulo também é interior, com algumas cidades figurando nas de maior IDH do Brasil, ricas e que nada devem à capital, como Ribeirão Preto, Barretos, Sorocaba, São José dos Campos, Campinas e a região do ABC, todas com muitas atrações que merecem ser vistas. Estâncias minerais, o Parque Estadual da Serra do Mar e outras devem ser visitadas. Por fim as praias, capitaneadas por Santos, cidade e porto de relevância nacional, e as áreas balneárias próximas, como Praia Grande, Guarujá e São Vicente, e na direção do Rio Bertioga, São Sebastião (em sua frente, Ilha Bela), Caraguatatuba e Ubatuba, todas praias com bons restaurantes e hotéis e mar de todo o tipo, desde bom para a pesca até muito bom para o surf e a vela. São Paulo é Cinco Estrelíssimas. Madeira

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(Mato Grosso do Sul)



Mato Grosso do Sul/Campo Grande, capital efervescente e impressionante para quem acha que o centro-oeste é pobre, difícil. Campo Grande é uma metrópole rica onde, numa das primeiras vezes em que lá estive, na década de 80, assustei-me, pois conhecia apenas o consórcio para compra de automóveis e lá encontrei (e vendendo muito) consórcios para a compra de aviões. Cidade planejada, arborizada, com bastante influência japonesa (colonização expressiva) e paraguaia (pela proximidade com a fronteira), é multifacial, o que se sente na alimentação típica, que contempla a sopa paraguaia (na realidade, uma torta salgada feita com ovo, milho, leite, cebola e endurecida, sendo assim uma sopa, mas comida com garfo e faca) e a chipa (um tipo de pão de queijo compactado, feito com polvilho doce), ambas de origem paraguaia, e pratos japoneses como o sobá, uma sopa de macarrão de trigo, omelete desfiado e cheiro-verde, o yakissoba e espetos de carne grelhada, sem esquecer pratos locais como a moqueca de jacaré, o pintado com banana da terra e urucum, sendo sobremesas o bolinho de rapadura e o sorvete de cachaça. Atrações também são o artesanato indígena de madeira, a tapeçaria, os sorvetes e os sucos de frutos locais. Como o irmão do norte, apesar de Campo Grande ser muito mais atraente que Cuiabá, o forte do estado é o interior, graças ao Pantanal Sul, ligado pela BR-262, que tem como entrada Aquidauana, Miranda e Corumbá até Porto Murtinho, fronteira com o Paraguai. Observação da animais silvestres, com hotéis especializados nesse atendimento, com eventos internacionais de pesca, barcos-hotéis e hotéis para ecoturismo são outras atrações. Mas há ainda uma maravilha, um lugar apaixonante que me maravilhou: Bonito. O nome é correto (talvez até modesto). Como em Noronha, há cobrança de taxa de turismo e se exige reserva prévia e guia local. Com hotéis e pousadas de bom nível, tem na realidade as belezas, passeios e aventuras como o seu máximo. Flutuar nas águas transparentes das nascentes dos rios Sucuri e Prata; banhos nas cachoeiras do Parque das Cachoeiras e do Rio do Peixe; bóia-cross ou descida de bote nas corredeiras do rio Formoso; rapel e mergulho livre no abismo Anhumas; arvorismo; visita ao aquário natural na reserva ecológica Baía Bonita; adentrar a gruta do Lago Azul (só vi cor semelhante no lago em Sorriento/Nápoles/Itália, só que neste a água é salgada) e a gruta de São Miguel. Estes os principais passeios e aventuras de Bonito - que é BONITO PACA. Mato Grosso do Sul vale Cinco Estrelas. Madeira

viagens-madeira-comentários(Mato Grosso )



Mato Grosso/Cuiabá, onde estive duas vezes, bem centro-oeste, com características muito peculiares. Cuiabá, capital mais quente do Brasil, centro geodésico do país, de hotéis e restaurantes de boa qualidade, tem como atrações locais o artesanato indígena (colares, cestas e bolsas de palha, bancos de madeira de origens xavante e karajá) e o regional (cerâmica, tecelagem, doces e licores caseiros). A comida regional é basicamente de peixe, oriundo do Pantanal Norte; o pintado é o principal, saboreado grelhado e em espetos, com creme de leite, leite de côco, urucum ou ensopado, chamado de mojica de pintado, em cubos e cozido com mandioca. Peixes como o dourado, o pacu e a piraputanga também são muito consumidos. O caldo de piranha, dito afrodisíaco, e pratos com carne de jacaré são comuns. Mas o forte de Mato Grosso é o Pantanal Norte, maior área alagada do planeta, localizado em seu sudoeste, na confluência dos rios Paraguai e Cuiabá, e que tem como porta de entrada as cidades de Poconé, início da rodovia Transpantaneira e Barão de Melgaço. Com as cheias de outubro a abril fica praticamente submerso, e com a baixa das águas de maio a setembro é assaltado pelos turistas, que a tudo observam e fotografam. Paraíso da pesca, com barcos-hotéis de bom conforto, paisagens não conhecidas por nós urbanos, o Pantanal Norte é imperdível, sendo ainda a entrada para a Chapada dos Guimarães, de formações rochosas de encher os olhos e também de cachoeiras para bons banhos no verão. Pelo Pantanal é um passseio Cinco estrelas. Madeira

terça-feira, 5 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(Goiás)


Caldas Novas


Goiás/Goiânia: capital moderna, uma das cidades planejadas do Brasil. Acho que ainda é a capital brasileira das bicicletas, pela facilidade de utilizá-las, dada a ausência de subidas e descidas, sendo uma cidade completamente plana, com suas ruas largas e arborizadas, boa sinalização (com números em vez de nomes - o que confunde de início). Tem boa rede de hotéis e restaurantes. A comida típica goiana é forte de tempero, baseado no pequi, fruto local aromático com minúsculos espinhos em seu interior e que aparece em quase todos os pratos regionais (como a galinhada), além de ser servido como licor. O empadão goiano, uma mistura de frango, carne de porco, linguiça, guariroba e queijo; o peixe surubim na telha; o arroz de suã (espinha de porco); o arroz-de-puta-rica, com carnes defumadas; o leitão à pururuca e o angu completam o cardápio. Como atrações de Goiânia citam-se o Memorial do Cerrado, que mostra réplicas de paisagens e animais; o Goiano Zoroastro Artiaga, de santos e oratórios; e o zoológico. No entanto, creio que o interior de Goiás é muito compensador de se estar, ver e passear. Goiás Velho, com seu casario histórico, patrimônio mundial pela UNESCO, local da célebre Procissão do Fogaréu, na noite de quarta-feira da semana santa, quando a iluminação da cidade é toda apagada e ocorre a procissão que simboliza a procura e a prisão de Cristo, tem ainda locais indescritíveis, de conteúdo histórico, como as igrejas de N. Sra do Carmo, de N. Sra. D'Abadia, a casa de Cora Coralina, os museus das Bandeiras e de arte sacra da Boa Morte. Os doces caseiros saborosos são marcas de qualidade no turismo nacional. Alto Paraíso de Goiás é estada obrigatória para os místicos, pois lá fica a sede de várias seitas religiosas, além de ser o portal de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com rios e cachoeiras em meio à vegetação do cerrado (imperdível). Pirenópolis é o palco da mais famosa festa do Divino do Brasil, e tem um casario colonial deslumbrante. O interior também nos brinda - e principalmente aos moradores de Brasília - com uma estação de águas termais impressionante, que nada deve às das Alterosas/MG e às praianas, durante as férias, ficando lotadíssima, cheia de gente de maiô, biquini e sunga dia e noite, uma verdadeira multidão. A maioria é de moradores da capital do país, que lá tem aptos de temporada, possuindo também hotéis de primeira linha. Trata-se de Caldas Novas e do próximo resort Rio Quente. As águas, com temperatura média de 40 graus, são a delícia das famílias, e havendo perto, para quem prefere a água com a temperatura normal, o Parque Estadual da Serra de Caldas Novas. O forte da cidade também são os licores, deliciosos, de tudo que é sabor, assim como os doces e sorvetes. Pela proximidade de Brasília pude gozar todas as delícias desse estado Cinco estrelas. Madeira


Goiânia

viagens-madeira-comentários(Fernando de Noronha)



Fernando de Noronha - quem disse que o paraíso não existe? Existem lugares lindíssimos no planeta, mas o nosso é Fernando de Noronha, ou como o nativo gosta de chamar, Noronha. Tive a ocasião de visitá-la meia dúzia de vezes, a maioria de navio, em cruzeiros marítimos, e a cada visita mais bela ela me parecia. Mar azul, vida marinha exuberante, com golfinhos e tubarões à vista, ondas apropriadas para surfistas, limite de visitantes, fiscalização severa quanto às condições ambientais e pousadas e restaurantes em pleno processo de melhoria, já se tornando confiáveis, completam a gostosura de uma estada. Dona da menor rodovia federal, a BR-363, com sete km de extensão, que atravessa a ilha dando acesso às praias, porto, aeroporto, hotéis e vilas urbanas, com linha de microônibus e bugues alugados, tem um único posto de gasolina. As comidas típicas mais afamadas são o bolinho de tubalhau, elaborado com carne desfiada de tubarão, e a tubalhoada - que, no entanto, não são de tubarão de Noronha, de pesca proibida, e sim de Natal, onde não o é. Os passeios de barco e os de bugue são imperdíveis, com mergulhos e banhos nas praias da baía do Sancho, praia do Leão, da Atalaia e baía do Sueste, e surf na Cacimba, Boldró e Conceição. A construção histórica da Vila dos Remédios, com as ruínas do forte do mesmo nome, a Igreja de N. Sra dos Remédios, o Museu Histórico e o Palácio São Miguel, sede administrativa, são também boas atrações, assim como o museu dos tubarões. O movimento da noite na vila se dá em especial no Bar do Cachorro e na Pizzaria, com as músicas oscilando da influência pernambucana, o maracatu, às modernas reggae e pop-rock. Noronha é passeio CINCO estrelíssimas. Madeira

sábado, 2 de agosto de 2008

viagens-madeira-comentários(Minas Gerais)


Beagá City


Minas Gerais/Belo Horizonte, Belô ou Beagá, como é carinhosamente conhecida (também como a capital das Alterosas), visita constante por lá estar domiciliado meu irmão Sidônio. Belo Horizonte de hotéis, restaurantes e principalmente botecos (BH é a capital brasileira dos botecos, em quantidade e qualidade), todos com um serviço de primeira, com cachaças (Minas tem mais de trezentas marcas) e pratos próprios que concorrem entre si, reinventando-se continuadamente. Vamos lá: temos o boi doido, carne desfiada com alcaparras e azeitonas, que pode ser servido frio ou quente; a dobradinha com feijão branco; o feijão tropeiro com carne de panela; o fígado com jiló e cebola; o frango com quiabo; o tutu à mineira; o escondidinho( carne de sol coberta por purê de mandioca e açafrão); estes são alguns dos principais pratos. Como tira-gosto ou para matar a fome o pão de queijo é a marca registrada de BH, e como sobremesas deliciosos doces em compota. Além da intensa vida noturna, a cidade oferece boas opções de passeios diurnos, como o Parque das Mangabeiras, a Pampulha e a Praça da Liberdade (com uma feira popular aos domingos muito freqüentada, que tem como rival, nos dias úteis, o Mercado Central). Creio porém que o melhor de Minas é o interior, tanto pela comida de fogão à lenha, bem gostosa e típica, quanto pelas cidades históricas, cada uma com seu enredo encantador, com construções lendárias e belas, tais sejam: ao leste de BH e bem perto encontramos Sabará, Santa Bárbara (com o lindo Santuário do Caraça), Ouro Preto e Mariana; ao sudoeste, mais longe de BH, Congonhas (Aleijadinho lá deixou as suas marcas de artista ímpar), São João Del Rei e Tiradentes, além de Diamantina (esta ainda mais distante), todas indescritíveis e com tantas atrações que somente indo às mesmas é possível entendê-las e impossível não desejar voltar várias vezes. Mas MG tem muito mais e este mais são as estâncias hidrominerais tranqüilas (fora da temporada), bucólicas, acolhedoras, e que são Caxambu, São Lourenço, Cambuquira, Lambari, Araxá, Poços de Caldas e Monte Sião. Grandes cidades, industriais ou comerciais, são destaques deste estado de alta importância para o Brasil: Juiz de Fora, Pouso Alegre, Sete Lagoas, Ipatinga, Contagem e Montes Claros. Minas Gerais/Belo Horizonte, todo o estado, pelas riquezas minerais e históricas, pelo povo amigo, pelas indústrias, pela cozinha mineira, por todo o papel de relevo na história do Brasil - passeio Cinco Estrelas. Madeira


Diamantina

viagens-madeira-comentários(Bahia)


Salvador


Bahia/Salvador: várias estadas, algumas em cruzeiros marítimos. Em Salvador, tirando o saco que é aguentar, nos locais históricos, os vendedores de fitinhas do Senhor do Bonfim e, nas praias, as ciganas querendo à força ler as mãos de todos, os passeios são muito bonitos pelo que apresentam da história do Brasil, de sua primeira capital. Hotéis de excelente qualidade, com o serviço baiano de sempre (ou seja, arrastado - mas de bem com a vida, buscando conquistar o turista pela amostragem da baianidade tranquila, amiga, alegre), e restaurantes e quiosques nas praias, no mesmo estilo, fazem com que a permanência seja gostosa. Comidas típicas diferentes e atraentes, principalmente para quem gosta de conhecer sabores novos, e aí entram o acarajé (bolinho de feijão fradinho frito no azeite de dendê, que deve ser comido quente, o que em baianês quer dizer com muita pimenta); a moqueca baiana, na realidade um ensopado de peixe com dendê e leite de côco; o bobó de camarão, também baiano, pois vem com creme de mandioca; a mariscada, mistura de frutos do mar; o caruru, um guisado de quiabo e camarão; o vatapá, feito de peixe, camarão seco, farinha de mandioca e amendoim; o xinxim de galinha, esta ensopada e misturada com camarão seco, dendê e amendoim; e a lambreta, um pequeno molusco são os pratos principais, tudo sempre apimentado. Sucos e sorvetes de sabores regionais, como a mangaba e o biribiri, junto aos variados cremes, fazem as vezes da sobremesa. Muita música baiana dá o tom da alegria. A Cidade Baixa, a das praias, é marcada pelo célebre elevador Lacerda (cartão postal), pelo Mercado Modelo (de visita obrigatória, lá se encontrando de tudo nas lojinhas, de artigos regionais como os berimbaus a restaurantes bem típicos) e pela Baía de Todos os Santos. Já a Cidade Alta mostra os locais históricos, dentre os quais o mais bonito é o Pelourinho, onde estão as mais famosas igrejas (de São Francisco, Senhor do Bonfim, Mosteiro de São Bento, do Carmo, de N. Sr. do Rosário dos Pretos), todas de lindas histórias, e museus (afro-brasileiro, de arte sacra, de arte baiana), e onde à noite encontram-se as exibições do Olodum, de rodas de capoeira e baticuns em geral. Como a Bahia é a capital do candomblé no Brasil, são eventos turísticos as visitas a estas casas em Salvador, bem como aos grupos de capoeira. Um passeio de barco pela Baía de Todos os Santos é uma boa pedida, como também são as praias soteropolitanas de Porto da Barra, do Farol da Barra, de Ondina, de Amaralina, dePituba, de Armação, de Pituaçu, de Piatã e de Itapuã. As festas baianas e o carnaval são marcantes, inesquecíveis, em especial por serem o mais das vezes nas ruas, com forte participação popular. Fora de Salvador é bom visitar, pela tipicidade e beleza, todo o litoral sul, em especial Ilhéus, terra de Gabriela e dos escritos de Jorge Amado, simpática e hospitaleira; a ilha de Itaparica (ah!, o Club Med...), Morro de São Paulo, Itacaré, e ainda mais ao sul Comandatuba, Canavieiras e Prado, Porto Seguro (também histórica, e com uma atração especial que é a Passarela do Álcool) e Trancoso, esta uma maravilha da natureza e também com um Club Med (novo e espetacular). O interior nada apresenta, tendo apenas três grandes pólos, entroncamentos rodoviários, que são Itabuna, Vitória da Conquista e Feira de Santana. Salvador e todo o litoral baiano são Cinco Estrelas. Madeira


Trancoso

quinta-feira, 31 de julho de 2008

viagens-madeira-comentários(Sergipe)


Aracaju


Sergipe, capital Aracaju, um bom local para passear e descansar. Aproveitei bem nas vezes que lá estive. No interior encontram-se as cidades históricas de Laranjeiras e São Cristóvão (que foi capital do estado até o século XIX), com museus de arte sacra e igrejas restauradas (de N. Sra da Visitação, a matriz N. Sra da Vitória e a Igreja do Rosário dos Pretos) - passeio que não se pode deixar de fazer. Em Aracaju, onde as praias urbanas, ao contrário dos demais estados nordestinos, não são verdes, dada a presença das águas escuras do rio Sergipe, deve-se procurar as praias próximas, de água verde-esmeralda, tais como Pirambu e a Praia do Saco, a cerca de setenta km. Em Atalaia, bem urbanizada, concentra-se a vida noturna com quiosques, quadras de esporte e muita música. A denominada Passarela do Caranguejo é o point, onde se pode provar o tira-gosto principal, o pitu (um camarão de água doce muito popular por lá) com os frutos e sucos regionais. Bons hotéis e restaurantes existem, sempre na Praia de Atalaia. Em frente a esta, na Ilha de Santa Isabel, está a chamada Atalaia Nova, com muitas lagoas e coqueiros, a apenas cinco minutos de lancha, e que surge como um novo ponto de turismo por seu bucolismo. Por fim, dentre as folias das capitais brasileiras, destaca-se o Cajufolia, festa junina com muito forró acompanhado de amendoim cozido e licores de frutas regionais. Aracaju e o Sergipe precisam ainda melhorar pra que se igualem às demais capitais/estados do Nordeste, mas não são ruins. Três Estrelas. Madeira

viagens-madeira-comentários(Alagoas)


Maceió


Alagoas/Maceió: fiz algumas visitas muito boas pela beleza, pelo clima e pelo carinho nordestinos. Em Maceió, com praias urbanas lindas e mar muito bonito, destacam-se Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara, sempre lotadas, de onde saem passeios encantadores de jangada e de escunas, com muitos quiosques, todos com música (forró, na maioria das vezes), que servem as delícias locais, principalmente o sururu (retirado dos lamaçais, em especial das lagoas de Manguaba e Mundaú), a carne-de-sol e as peixadas de dourado, de cavala e a pescada-amarela, com arroz e pirão, todas acompanhadas de sucos de frutas regionais, tendo como sobremesa diferente a salada de frutas regionais com sorvete de mangaba. Do artesanato de rendas, a de filé é a mais famosa, mas também encontramos a labirinto, bilro e renascença. Nas praias fora de Maceió, todas agradáveis, temos ao norte Maragogi, de areia finíssima, água verdíssima e recifes de coral; São Miguel dos Milagres; e a Barra de Santo Antônio com uma praia selvagem e erma, Carro Quebrado. Ao sul de Maceió temos a Praia do Francês, point do turismo nacional como Porto de Galinhas em PE, e a Barra de São Miguel. Em Alagoas temos duas cidades históricas com casario colonial que devem ser visitadas, São Cristovão e Penedo, esta com passeios de barco até a foz do Rio São Francisco, rio que integra efetivamente o Nordeste em sua grande extensão. Alagoas/Maceió valem a visita e são Cinco estrelas. Madeira


Maragogi

quarta-feira, 30 de julho de 2008

viagens-madeira-comentários(Pernambuco)


Recife


Pernambuco: inúmeras vezes tive a sensação gostosa de estar em Recife, e algumas vezes no interior. Três vezes de passagem para Fernando de Noronha, em viagens de navio (no Pacific); a passeio ou a serviço, mas sempre sentindo, passando pelas delícias dessa grande metrópole, Recife. Como todas as capitais nordestinas, possui um centro histórico de tirar o fôlego, mescla de formas arquitetônicas portuguesa e holandesa, duas civilizações fortes na sua cultura, com pontes, fortes e museus imperdíveis. Os museus Brennand (dois), um de artigos de cerâmica (a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, com esculturas mitológicas e literárias) e o outro, de seu primo Ricardo Brennand, que contém pinacoteca, museu de armas e biblioteca, além de santuários como a Capela Dourada, comparada à Capela Sistina, a Matriz de Santo Antônio, a de N. Sra. da Conceição dos Militares, a Catedral de São Pedro dos Clérigos, a Madre de Deus, a Basílica e o Convento de N. Sra. do Carmo e a de N. Sra. do Rosário dos Homens Pretos, todas aulas vivas de história, mais os fortes das Cinco Pontas e do Brum. Todos uma belíssima amostragem da história de Pernambuco. As praias, ainda que a principal da Grande Recife, Boa Viagem, seja amedrontadora pela incidência de ataques de tubarões, são excelentes, em especial as de fora do centro, como a famosa e de visita e estada imprescindível aos fãs do mar que é Porto de Galinhas, efetivamente a mais bonita, coalhada de hotéis de luxo e piscinas naturais. Há ainda um paraíso para os surfistas em Maracaípe e Tamandaré, no sentido sul, e a Ilha de Itamaracá, de onde se vai à ilhota Coroa do Avião, um extenso banco de areia com águas claras em frente ao Forte Orange, e também a Maria Farinha, ao norte de Recife.As músicas e as danças locais devem ser vistas pela beleza das roupas e da plasticidade musical e chamam a atenção o maracatu e o frevo.As comidas típicas são parecidas em todo o Nordeste, mas em Pernambuco são principalmente oriundas dos pescados da região, como a agulhinha frita e as peixadas. Já no interior predominam a carne de sol, a carne de bode, a dobradinha, a galinha cabidela, a buchada, o chambaril (carne da canela do boi servida com pirão) e a feijoada pernambucana, de feijão mulatinho e legumes. Para beber, os sucos com as frutas de lá e o milk shake local, chamado de maltado e feito com extrato de chocolate, morango ou baunilha, leite e sorvete de creme. As sobremesas locais são o bolo-de-rolo (o nosso rocambole, só que com as camadas finíssimas), o queijo de coalho com mel, a cartola (banana frita com queijo-manteiga e canela) e o bolo Souza Leão (massa de mandioca, ovos, leite de côco e calda de açúcar). Hotéis e restaurantes de luxo com atendimento simpático, a maioria na orla praiana, são fartos. O interior, à imagem do restante do Nordeste, é bem típico: pobre, com costumes interessantes e muito particulares; três localidades devem ser visitadas: Caruaru, onde ocorrem (disputando com Campina Grande/Paraíba) as festas juninas mais bonitas e atraentes do Brasil e que, fora desta época, tem provavelmente a maior feira livre do mundo; Garanhuns, região serrana, onde faz frio como no sul do país, com plantações de uvas de boa qualidade; e Nova Jerusalém, local de realização da maior e mais bonita representação da Paixão e Morte de Jesus Cristo em toda Semana Santa. Passeios e locais Cinco Estrelas. Madeira

domingo, 27 de julho de 2008

viagens-madeira-comentários(Paraíba)


João Pessoa


Paraíba, capital João Pessoa, outra jóia nordestina de praias maravilhosas e povo hospitaleiro. Lá estive algumas vezes, sempre encantando-me. Possui seu ponto alto na orla da capital, onde as praias são as melhores por serem tranquilas em todos os aspectos, fora a qualidade da areia e a freqüência. Jacumã, Coqueiro, Tambaba, Tambaú, Coqueirinho, Bessa, Cabo Branco... Estas são as mais famosas - umas mais próximas, e nenhuma a mais de trinta km -, todas orladas de coqueiros, com água tépida e tranquila. Os restaurantes e bares são muito aconchegantes e o atendimento de boa qualidade. A cozinha sertaneja é forte e deliciosa - a carne-de-sol, a galinha caipira, o feijão verde, o arroz-de-leite, o feijão-de-corda com carne de bode, o baião-de-dois (arroz, feijão e queijo de coalho misturados), o sarapatel e a paçoca (carne-de-sol desfiada com farinha) são os principais pratos típicos. A sobremesa regional rica consta de pamonha, tapioca, queijo coalho com mel e a coalhada com rapadura. Outra forte atração turística é o artesanato regional, baseado no algodão colorido com que são feitas camisetas, vestidos, sapatos e bonecas, além da parte de enfeites para casa como tapetes, redes e mantas. Doces, queijos e cachaças também gostosos são encontrados. As construções históricas grandiosas são o Centro Cultural São Francisco, onde estão a Igreja e o Convento, o farol do Cabo Branco, a Fortaleza de Santa Catarina e a Igreja de N. Sra. da Guia. Passeios de bugue para os litorais sul e norte são imperdíveis, assim como os de barco até bancos de areia próximos são opções excelentes. João Pessoa é conhecida como o outro Nordeste pelas características diferentes de sua orla e de alguns costumes, com suas ruas altamente arborizadas e largas. Ainda são para não se deixar de ver o ponto mais oriental da América do Sul, a Ponta do Seixas, local onde o sol nasce primeiro no continente e, no interior, a cidade que - junto com Caruaru/PE - possui os festejos juninos mais empolgantes e alegres, Campina Grande, com a duração de todo o mês de junho. Vale uma visita lá nessa época. Passeios e localidades cinco estrelas. Madeira


Farol do Cabo Branco, Ponta do Seixas

sexta-feira, 25 de julho de 2008

viagens-madeira-comentários(Rio Grande do Norte)


No alto, Genipabu com Natal ao fundo; abaixo, Natal em primeiro plano


Rio Grande do Norte: um dos campeões de idas minhas. Lá estive dezenas de vezes. Linda e espetacular, sua capital Natal é muito espraiada; no centro histórico destacam-se os prédios do Memorial Câmara Cascudo, do Palácio Potengi, do Palácio Felipe Camarão e as Igrejas Matriz e Santo Antônio, sem esquecer o Forte dos Reis Magos, construído em forma de estrela. Temos as praias de Redinha e Genipabu (esta com suas dunas móveis, únicas em nosso Brasil, e com passeios imperdíveis de bugue ou dromedário pelas mesmas ou de barco às barreiras de corais próximas) ao norte da capital, e as do sul, de Ponta Negra (point da juventude, coalhada de bares e restaurantes e ligada ao centro pela moderna via Costeira, onde encontram-se excelentes hotéis) até Pirangi do Norte. O artesanato local, baseado principalmente em rendas - das quais as mais famosas são a renda de filé e a de labirinto -, tem também uma grande variedade de redes, mantas e tapetes feitos com o chamado algodão colorido, que lhes dá uma variedade infinita de cores. A culinária regional é gostosa, sendo a tapioca a principal gostosura, sem esquecer a carne de sol, o pão de macaxeira, a pamonha, o cuscuz e os sucos e sorvetes típicos do nordeste, em especial o da região, o suco de umbu (nome local da seriguela). Perto de Natal temos ainda duas atrações, que são o centro de lançamento de foguetes da Barreira do Inferno, administrado pela FAB, que permite visitas agendadas e o maior cajueiro do mundo, em Pirangi, onde além de artesanato compra-se (não é do famigerado cajueiro, na verdade vários entrelaçados, esta é a minha impressão) uma castanha de caju deliciosa. O interior do RN é ridículo, tendo apenas uma grande cidade, Mossoró, que possui uma grande thermas de águas quentes e um hotel. Esta cidade ganhou fama por ter resistido aos cangaceiros de Lampião e os expulsado, existindo uma representação contando esta história; há por lá ainda o Lajedo de Soledade, conjunto de rochas calcárias formado pelo mar que já cobriu a região. Rio Grande do Norte, por Natal e suas belezas, é um passeio cinco estrelas. Madeira

quinta-feira, 24 de julho de 2008

viagens-madeiea-comentários(Piauí)



Piauí, Teresina: como todas as capitais nordestinas, tem as suas atrações. Banhada pelo rio Poti, e certamente a capital estadual mais quente do país, com bons hotéis e restaurantes, tem no artesanato, principalmente de fibras e madeira - esta de entalhes de santos -, na alimentação regional - o capote (galinha d´angola), a maria-izabel (carne-seca picada com arroz), a paçoca (carne seca desfiada com farinha) - e nas bebidas típicas - a cajuína (suco de caju clarificado) e a tiquira (cachaça de mandioca) - suas principais atrações. O evento mais marcante, além dos juninos, ponto alto em toda a região, são os folguedos, competições entre grupos folclóricos regadas à comida típica. Perto de Teresina (170 km) temos o belo Parque Nacional de Sete Cidades (muito parecido com o de Vila Velha, do Paraná), que tem como atrações rochas gigantescas, esculpidas pela ação do tempo, com desenhos que lembram animais, pessoas e objetos. No caminho entre Teresina e Sete Cidades encontra-se a bela Cachoeira do Urubu, um parque ecológico, também digno de ser visitado. Estive lá umas três vezes e pelo parque vale a pena ir. Pelo passeio e pelos locais, vale a cotação de uma estrela. Madeira

terça-feira, 22 de julho de 2008

viagens-madeira-comentários(Pará)


Ilha de Marajó - Praia dos Pesqueiros

Do Pará destaco a Belém capital e as cidades interioranas de Ananindeua, Santarém, São Miguel e a maior ilha fluvial do mundo, a de Marajó, famosa pela cerâmica marajoara e pelas grandes manadas de búfalo, típicas dela, sem contar a região riquíssima de Serra dos Carajás (em ferro, cobre, manganês e vários outros minerais). Há praias marinhas, selvagens e longínquas como Salinópolis e Algodoal, mas perto de Belém existem praias fluviais muito interessantes, sendo a principal a de Mosqueiro, que nada fica a dever às melhores cidades de veraneio do nordeste e sudeste. Em Belém, logo de início temos a atração do mercado municipal, de fato um espetáculo à parte (o Ver-o-Peso), uma verdadeira feira de produtos regionais, mais os prédios históricos do Teatro da Paz, a Basílica de Nazaré (onde tem seu ápice o famoso Círio de Nazaré, uma loucura de gente e de manifestações de fé), a Catedral da Sé, o Forte do Presépio. Passeios pelo rio Guamá, que banha Belém, são atraentes pela possibilidade de observação da fauna e da flora locais. Com excelentes hotéis e uma culinária exótica para quem não é da região, como o pato no tucupi (mandioca cozida), a unha de caranguejo, o tacacá (uma espécie de sopa, também com tucupi), a maniçoba (verdura local) e as frutas regionais (como o açaí, a mais conhecida, e outras como tucumã, pupunha, taperebá, muruci e cupuaçu), que podem também ser tomadas como sucos e sorvetes. Não se pode esquecer o artesanato baseado na cerâmica e a vida noturna bem agitada, com muita música regional, em especial o carimbó. Conhecer Belém e o Pará é um bom programa turístico, não must, mas interessante, e eu pude estar lá a serviço e a passeio algumas vezes.Passeios e locais duas estrelas. Madeira


O Ver-o-Peso

segunda-feira, 21 de julho de 2008

viagens-madeira-comentários(Amazonas)



O estado do Amazonas, dentro da Amazônia, é uma demonstração estupenda do que é a natureza. Nada mais exuberante, assustador e misterioso que a floresta amazônica e seus rios caudalosos, alguns plácidos, outros nem tanto, com uma diversificação da fauna e da flora incomensurável. O nascer do dia é grandioso, o anoitecer embriagante, em especial no meio do Solimões (nome do Amazonas até a cidade de Manaus), com locais onde não se vê a outra margem. Manaus já não é somente a zona franca. Como todas as capitais brasileiras, é uma metrópole com seus shoppings, restaurantes (principalmente os típicos) e hotéis maravilhosos, os dois principais à beira-rio, na praia fluvial de Ponta Negra: o Tropical Business e o imperdível Tropical Resort, além de hotéis na selva, sendo os principais o Acajatuba Jungle Lodge e o Ariau Jungle Tower, nos quais se realizam a focagem de jacaré, a pescaria de piranha, a observação de pássaros da região e os passeios de canoas, todas atividades muito interessantes. Da época da borracha e de sua riqueza encontram-se no centro de Manaus construções suntuosas, belas, como o Mercado Municipal e o Teatro Amazonas (com sua cúpula colorida, todo ele em art nouveau). Nos restaurantes e bares pratos típicos deliciosos, como a costela de tambaqui (peixe da região, muito carnoso), pirarucu e inúmeros outros peixes só lá existentes, pois no Amazonas e afluentes existem mais de duas mil espécies diferentes deles. É indispensável provar o guaraná, fruto local preparado de várias formas. O encontro das águas dos rios Solimões (barrento, veloz, frio e largo) e Negro (lento e quente, próximo de Manaus), com suas águas de difícil mistura por essas profundas diferenças, correndo lado a lado até juntarem-se depois de muitos quilômetros, formando o Amazonas, é imperdível. Para vivenciar esses rios nada como um cruzeiro fluvial que fiz duas vezes na década de 70 (quando havia navios brasileiros de turismo na nossa costa), no navio Anna Nery, e fiz agora recentemente no navio Grand Amazon, da Ibero Star, um luxuoso barco-hotel cinco estrelas que navega nos dois rios, em cruzeiro de sete dias, ou em apenas um deles, na metade deste tempo. É um passeio indescritível, amanhecendo e anoitecendo no rio longe de ruídos, a não ser os misteriosos da selva, com todo o conforto e a atenção de uma tripulação recrutada na região, que sabe explicar tudo nos mínimos detalhes. No interior do estado temos uma festa regional de sustar o fôlego, o boi de Parintins. Conheci Parintins antes de ser o boi uma festa nacional, mostrada pelas TV´s e falada em todo o país. Era uma cidadedezinha de interior que já tinha a tradição do boi, mas restrita aos moradores. Hoje, com o avanço das comunicações e dos transportes (Parintins tem um bom aeroporto), tornou-se pujante, um espetáculo de cores, mas muito mais de mídia, em todo caso excelente para se participar in loco. Amazonas, Amazônia: já lá estive uma meia dúzia de vezes e recomendo, com tempo suficiente para o cruzeiro fluvial, o boi de Parintins (junho) e uma volta por Manaus.Passeios e locais Cinco estrelas.Madeira

sábado, 19 de julho de 2008

viagens-madeira-comentários(Ceará)


Pecém

Ceará: muitos só pensam em Fortaleza e arredores ao falarmos da terra de Iracema. Doce engano. Praias selvagens, ainda indomadas, de areias lindas e águas límpidas, para o norte e para o leste, a partir de Fortaleza. Ao norte temos o parque nacional de Jericoacoara, com um mar azul maravilhoso, dunas e lagoas, passeios de bugue e uma vida noturna, na época de veraneio, bem agitada, com seus barzinhos e muita música. Perto de Fortaleza temos as excelentes praias de Paracuru, Pecém e Cumbuco, freqüentadas pela nata da capital. No litoral leste, outra praia ícone é Canoa Quebrada, no município de Aracati, com suas dunas e falésias, ainda também com áreas selvagens, mas já mais bem modernizada que Jeri. Mais próximas da capital temos Aquiraz e Iguape, também local de casas de praia dos mais abonados fortalezenses. O interior do Ceará também é pródigo de atrações, das quais ressalto o parque nacional de Ubajara, onde a gruta de Ubajara é deslumbrante, repleta de estalactites e estalagmites, e que se alcança através de um teleférico com uma vista panorâmica linda; encontram-se lá duas belas cachoeiras com piscinas, a do Frade e a Bica do Ipú. Ainda temos no interior dois grandes polos religiosos, que são Canindé, com a festa/romaria de São Francisco de Canindé, e a maior ainda Juazeiro do Norte, do santificado Padre Cícero - ou, em cearês, Padim Ciço. No turismo religioso são duas cidades importantíssimas, que levam milhares de romeiros e de turistas a esses locais de peregrinação e promessas.Passeios e locais Quatro Estrelas.Madeira


Canoa Quebrada (no alto) e Paracuru

sexta-feira, 18 de julho de 2008

viagens-madeira-comentários(Fortaleza)


Enseada do Mucuripe, nossa primeira morada na cidade


Fortaleza, por duas vezes nossa cidade de morada. Maravilhosa Fortaleza, sob todos os ângulos que se olhe. Praias e calçadões centrais (Iracema, Meireles, Mucuripe), uma praia mais selvagem e bela (Praia do Futuro), e mais ao longe as melhores (Abreulândia, Porto das Dunas - onde se encontra o excelente parque temático Beach Park, um acqua-show gigantesco, com muito boa estrutura, considerado o maior da América Latina -...). Restaurantes e hotéis de primeira linha, com culinárias francesa e regional, destacando-se nesta os pratos do mar, em especial os elaborados com lagosta e peixe pargo. Também atraente é o artesanato local, baseado principalmente nas rendas, a imagem do Nordeste, em que se destacam as famosas bilro, origem portuguesa e labirinto árabe. O centro de Fortaleza, como em geral o das capitais do nordeste, de construções antigas, apresenta o grande mercado central, onde compramos qualquer coisa, um festival de barraquinhas, com tudo e de tudo empilhado, em uma visita e tanto. Mas é na orla litorânea que a cidade bomba, com bares e restaurantes de muito movimento e música ao vivo de todo tipo, com o forró dominante. A parte cultural é lembrada pelo belo e imponente Theatro José de Alencar, de estrutura metálica, pelos museus do Ceará, da Cachaça (este em Maranguape, e o nome já diz tudo), do Automóvel (com automóveis antigos) e a casa de José de Alencar. É imperdível um passeio de jangada ou saveiro, e observar as jangadas saindo de madrugada ou chegando pela tarde, em Mucuripe, coloridas e imortalizadas pelo cantor Fagner. Fortaleza é uma cidade que não se pode deixar de conhecer e com muito prazer.Passeio e locais Cinco estrelas.Madeira

Quem sou eu

Vila Velha, ES, Brazil
Pai,avô,amigo,experiente, companheiro,divertido.